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terça-feira, 5 de abril de 2011

MEDULA ÓSSEA

O QUE É MEDULA ÓSSEA?
A medula óssea é a matriz do sangue e se localiza na parte interna dos ossos semelhante ao tutano dos ossos do boi. Na medula óssea estão as células-mãe que dão origem aos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.



QUEM NECESSITA DESSA DOAÇÃO ?

O Transplante de Medula Óssea (TMO) é indicado principalmente para o tratamento de doenças que comprometem o funcionamento da medula óssea, como doenças hematológicas, onco-hematológicas, imunodeficiências, doenças genéticas hereditárias, alguns tumores sólidos e doenças auto-imunes.


Doenças Onco- hematológicas
Leucemias Agudas e Crônicas
Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin
Mieloma Múltiplo
Síndrome Mielodisplásica(SMD)

Doenças Hematológicas
Aplasia Medular ou Anemia Aplástica Severa
Anemia de Fanconi
Hemoglobinapatias: Anemia Falciforme e Talassemia
Hemoglobinúria Paroxística Noturna
Imundeficiências

Congênitas ou primárias e secundárias. A indicação do transplante depende, em geral, da doença e da fase da doença em que os pacientes se encontram. Para muitos casos, não há como controlar a doença somente com a quimioterapia e radioterapia convencional e a realização do transplante poder ser o melhor recurso terapêutico para alcançar a cura.

QUEM PODE DOAR ?
Pessoas com saúde em bom estado, entre 18 e 55 anos. É bom lembrar que:

Diabéticos podem doar;
Pessoas grávidas ou amamentando podem doar;
Pessoas que tem pressão alta podem doar;
Não há nenhuma restrição quanto a meningite, anemia ou hepatite 'a' que a pessoa tenha tido anteriormente;
Não há peso mínimo;
Pessoas que tem tatuagem pode doar.

COMO É A COMPATIBILIDADE DE DOADORES ?
Paciente tem 25% de chance de encontrar um doador compatível entre irmãos. A maior parte dos pacientes não encontra um doador compatível na família. Assim sendo, procura-se um doador compatível inscrito no registro nacional de doadores. Daí a importância de todos serem doadores de medula.

POR QUE SE REGISTRAR ?
O REDOME - Registro de Doadores de Medula Óssea é um banco de dados onde fica os dados e HLA dos doadores. É necessário um grande número de doadores registrados para que os pacientes tenham chance de encontrar um doador compátivel. Para o paciente, você pode representar a única possibilidade de cura.

QUAIS SÃO OS PROCEDIMENTOS COM O DOADOR COMPATÍVEL
Se houver compatibilidade, o doador é convocado para um exame de sangue mais detalhado. O doador será avaliado para certificar seu bom estado de saúde.

QUAL A FORMA DE DOAÇÃO ?
Quando o doador consultar o médico, este vai informar sobre qual a melhor forma de coleta célular para paciente que receberá a medula, de acordo com sua doença e da fase em que se encontra. O doador decide juntamente com médico sobre a melhor forma de doação.

COMO A MEDULA É REMOVIDA ?
Existem duas formas de doar medula:

Punção direta da medula óssea - É realizada com agulha, na região da nádega, de onde retirase uma quantidade de medula equivalente a uma bolsa de sangue. O procedimento dura 40 minutos e é feito com anestesia. O doador fica em observação por um dia e pode retornar para casa no dia seguinte. Após esse processo, o doador tem a sensação de que recebeu uma injeção oleosa, porém, não ficam cicatrizes, apenas míminas marcas de alguns furos de agulha.

Punção da veia - A coleta pela veia é realizada pela máquina de aferece. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula a proliferação das células-mãe migram da medula para as veias e são filtradas. O processo de filtração dura em média 4 horas, até que se o número adequado de célular. O efeito colateral do medicamento é que ele provoca dores no corpo, como as de uma gripe. OS RISCOS PARA O DOADOR SÃO MÍNIMOS.

COMO OS PACIENTES RECEBEM A MEDULA ?
Depois de um tratamento que destrói a própria medula, o paciente recebe a nova medula por meio de transfusão. Em duas semanas a medula transplantada já estará produzindo células novas.

POSSO DOAR MAIS DE UMA VEZ ?
Dificilmente haverá mais de uma pessoa compatível com o doador, no entanto se for necessário , pode haver mais de uma Doação. A medula se regenera rapidamente, como acontece na doação de sangue.

PARA SER DOADOR DE MEDULA PRECISA TER O MESMO TIPO SANGUINEO ?
Não! O que vai determinar se você pode ser ou não o doador é o teste de HLA e não o tipo sanguíneo.

CADASTRO
  • Você precisa ter entre 18 a 55 anos de idade e estar em bom estado de saúde.
  • Colher um exame de sangue (5 ml) para o teste de compatibilidade (HLA).
  • Fornecer sua identificação e endereço para serem colocados no banco de dados com o resultado de seu exame de (HLA).
  • Quando aparecer um paciente, sua compatibilidade será verificada. Se houver compatibilidade, outros teste sanguíneos serão necessários.
  • Se a compatibiliadade for confirmada, você será convocado para decidir a doação.
  • Você será avaliado pelo um medico e receberá mais nformações.

QUEM NÃO PODE DOAR
Você so não pode ser doador se tiver alguma desta doenças. Não podem doar que já teve: HEPATITE B , C , HIV , SIFILIS , CHAGAS, LEUCEMIA OU ALGUM TIPO DE CÂNCER NO SANGUE.


FORMAS DE TRANSPLANTE
Há quatros formas de transplante:
  • Alogênico: as células progenitoras provém de um doador previamente selecionado por testes de compatibilidade, principalmente o HLA (antígeno de hispocompatibilidade leucocitária) normalmente identificado entre os familiares ou em bancos de medula óssea. Os bancos de medula óssea podem ter cadastrados doadores adultos ou bancos de cordão umbilical.
  • Autólogo: as células progenitoras provém do próprio paciente.
  • Singênico: as células progenitoras provém de gêmeos idênticos (univitelinos).
  • Haploidêntico: a técnica consiste em manipular as células de um doador parcialmente compatível, de modo a fazer com que sejam toleradas pelo organismo do receptor.

VOCÊ SABIA ?
Tudo seria muito simples e fácil se não fosse o problema da compatibilidade entre as medulas do doador e receptor. A chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a UMA EM CEM MIL. Em razão disso existe o REDOME, um banco de doadores de medula óssea. Quando um paciente necessita de transplante, esse banco é consultado e se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.


NÚMEROS
 

  • Em todo o Brasil, cerca de 1,2 mil pessoas aguardam por transplante de medula óssea
  •  O Brasil tem 2 milhões de doadores de medula óssea cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). O país é o terceiro no ranking mundial, atrás apenas de Estados Unidos (5 milhões) e Alemanha (3 milhões)
  • A chance de encontrar um doador compatível fora da família (não-aparentado) é de uma em 100 mil
  •  De cada quatro pacientes que buscam doador compatível entre irmãos, apenas um tem êxito
  • A busca por um doador compatível de medula óssea por meio do Redome é em torno de quatro a seis meses, período semelhante ao registrado nos EUA.
  • No Hemocentro de Caxias do Sul há mais de 21 mil doadores cadastrados.
  • No Brasil há 65 centros para transplantes com doadores aparentados e 20 para transplantes com doadores não aparentados.
  • Em média são realizados de 1,8 mil a 2 mil transplantes ao ano. Destes, 60% são autólogos (autotransplante). Os 40% restantes são resultantes de doação de medula, tanto de parentes quanto de membros do Redome.
  •  Em 2010, 165 transplantes foram realizados com doação via Redome. Em 2009, esse número foi de 135.

Fonte: Medula para Si, Redome e Secretaria Municipal da Saúde

quinta-feira, 15 de julho de 2010

LEUCEMIA



O que é leucemia?


A palavra leucemia refere-se um grupo de cânceres que afetam as células brancas do sangue. Leucemia se desenvolve na medula óssea, a qual produz três tipos de células sanguíneas:

1. Células vermelhas que contêm hemoglobina e são responsáveis por transportar oxigênio pelo corpo.

2. Células brancas que combatem infecções.
3. Plaquetas que auxiliam a coagulação sanguínea.

A Leucemia é caracterizada pela produção excessiva de células brancas anormais, superpovoando a medula óssea. A infiltração da medula óssea resulta na diminuição da produção e funcionamento de células sanguíneas normais. Dependendo do tipo, a doença pode se espalhar para os nódulos linfáticos, baço, fígado, sistema nervoso central e outros órgãos e tecidos, causando inchaço na área afetada.


Sintomas da leucemia



Danos à medula óssea resultam na falta de plaquetas no sangue, as quais são importantes para o processo de coagulação. Isso significa que pessoas com leucemia podem sangrar excessivamente. As células brancas do sangue, que estão envolvidas no combate a agentes patogênicos, podem ficar suprimidas ou sem função, colocando o paciente sob risco de infecções.
Já a deficiência de células vermelhas ocasiona anemia, a qual pode causar falta de ar e fadiga. Pode ocorrer dor nos ossos ou articulações por causa da extensão do câncer a essas áreas. Dor de cabeça e vômito podem indicar que o câncer disseminou-se até o sistema nervoso central. Em alguns tipos de leucemia pode os nódulos linfáticos podem ficar dilatados. Todos esses sintomas podem também ser atribuídos a outras doenças. Para o diagnóstico é preciso fazer teste de sangue e biópsia da medula óssea.


Quatro principais tipos de leucemia:

Leucemia é um termo amplo que cobre um espectro de doenças

Leucemia aguda x crônica

Leucemia é dividida clinicamente e patologicamente nas formas aguda e crônica.

Leucemia aguda é caracterizada pele crescimento rápido de células sanguíneas imaturas. Esse apinhamento torna a medula óssea incapaz de produzir células sanguíneas saudáveis. A forma aguda de leucemia pode ocorrer em crianças e adultos jovens, O tratamento imediato é necessário na leucemia aguda devido à rápida progressão e acúmulo de células malignas, as quais entram na corrente sanguínea e se espalham para outras partes do corpo. Se não houver tratamento, o paciente morrerá em alguns meses ou até semanas.

Leucemias crônicas são distinguidas pelo acúmulo de células sanguíneas relativamente maduras porém ainda assim anormais. Geralmente levando meses ou anos para progredir, as células brancas anormais são produzidas numa taxa bem maior que as normais. Leucemia crônica geralmente ocorre em pessoas idosas, mas pode afetar qualquer faixa etária. Enquanto a leucemia aguda deve ser tratada imediatamente, a forma crônica alguma vezes é monitorada por algum tempo antes do tratamento, para assegurar a eficiência máxima da terapia. 

Leucemia linfóide x mielóide
Ainda, as doenças são classificadas de acordo com o tipo de células anormais mais encontradas no sangue. Quando a leucemia afeta as células linfócitas, é chamada de linfóide. Já quando as células mielóides são afetadas, a doença é chamada leucemia mielóide.



Prevalência dos quatro tipos de leucemia


* Leucemia linfóide aguda é a mais comum em crianças pequenas. Ela também afeta adultos, especialmente os de mais de 65 anos.

* Leucemia mielóide aguda ocorre mais em adultos do que em crianças.

* Leucemia linfóide crônica afeta mais adultos acima de 55 anos de idade. Algumas vezes ocorre em adultos jovens, mas quase nunca em crianças.

* Leucemia mielóide crônica ocorre principalmente em adultos. Um número muito pequeno de crianças é afetado.



Causas da leucemia

A causa exata da leucemia não é conhecida, mas ela é influenciada por fatores genéticos e ambientais. Como outros tipos de câncer, as leucemias resultam de mutações somáticas no DNA, as quais podem ocorrer espontaneamente ou devido à exposição à radiação ou substâncias cancerígenas, e tem sua probabilidade influenciada por fatores genéticos. Vírus também têm sido associados a algumas formas de leucemia. Anemia de Fanconi também é um fator de risco para o desenvolvimento de leucemia mielóide aguda.





Prognóstico e tratamento da leucemia


O prognóstico e tratamento diferem de acordo com o tipo de leucemia. O tratamento deve ser moldado de acordo com o tipo de leucemia e características do paciente.
O médico é a pessoa indicada para descrever as possíveis escolhas terapêuticas. Poderá ainda falar consigo sobre os resultados esperados. Dependendo do tipo e extensão da doença, a pessoa pode fazer quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea ou a associação de diferentes tratamentos.
Uma pessoa com leucemia aguda precisa de ser tratada imediatamente. O objectivo do tratamento é a remissão do tumor. Depois, quando os sinais e sintomas desaparecerem, podem ser administrados tratamentos adicionais, para prevenir uma recidiva. Este tipo de tratamento é chamado de terapêutica de manutenção. Muitas pessoas com leucemia aguda podem ser curadas.
Uma leucemia crónica que não apresente sintomas, pode não necessitar de tratamento imediato. Para algumas pessoas com leucemia linfocítica crónica, o médico pode sugerir a vigilância monitorizada . A equipa médica irá monitorizar a saúde da pessoa, para que o tratamento possa ter início logo que ocorram sintomas, ou se estes piorarem. Quando é necessário tratamento para a leucemia crónica, muitas vezes consegue-se controlar a doença e seus sintomas. No entanto, a leucemia crónica raramente pode ser curada. Os doentes podem fazer terapêutica de manutenção, para ajudar a manter o tumor em remissão.
Poderá, ainda, querer falar com o médico sobre a possibilidade de participar num ensaio clínico, ou seja, num estudo de investigação de novos métodos de tratamento. No tópico "Investigação Sobre o Cancro”, poderá encontrar mais informação sobre os ensaios clínicos actualmente a decorrer.
Adicionalmente ao tratamento da leucemia, podem ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos.


QUIMIOTERAPIA

A maioria das pessoas com leucemia faz quimioterapia A quimioterapia consiste na utilização de fármacos, para matar as células cancerígenas. Dependendo do tipo de leucemia, pode ser administrado apenas um fármaco, ou uma associação de dois ou mais fármacos.
As pessoas com leucemia, podem fazer quimioterapia de várias maneiras:
Administração oral: em comprimidos.
Administração endovenosa: através de uma injecção, dada directamente numa veia: IV ou endovenosa.
Através de um cateter (um tubo fino e flexível): colocado numa grande veia, geralmente na zona superior do peito; o catéter que fica colocado, é útil para doentes que necessitem de muitos tratamentos IV. O profissional de saúde injecta os fármacos através do catéter. Este método evita a necessidade de muitas injecções, que podem causar desconforto e danificar as veias e a pele da pessoa.

Através de uma injecção administrada directamente no líquido cefalo-raquidiano. Se forem detectadas células tumorais neste líquido, o médico pode querer fazer quimioterapia intra-tecal; neste caso, os fármacos são administrados directamente no líquido cefalo-raquidiano. Este método é utilizado porque, muitas vezes, os fármacos administrados por injecção IV ouper os (pela boca), não chegam às células do cérebro nem da espinal medula (uma rede de vasos sanguíneos, filtra o sangue que vai para o cérebro e para a espinal medula; esta barreira impede que os fármacos cheguem ao cérebro).

Estes fármacos podem ser administrados de duas formas:
Injecção na coluna: o médico injecta os fármacos na parte inferior da coluna vertebral.
Reservatório de Ommaya: as crianças, e alguns adultos, recebem a quimioterapia intratecal através de um catéter especial, chamado reservatório de Ommaya. O médico coloca o reservatório sob o couro cabeludo, e injecta os fármacos anti-cancerígenos no catéter. Este método evita o desconforto das injecções na coluna vertebral.
A quimioterapia é, geralmente, administrada por ciclos de tratamento, repetidos de acordo com uma regularidade específica, de situação para situação. O tratamento pode ser feito durante um ou mais dias; existe, depois, um período de descanso, para recuperação, que pode ser de vários dias ou mesmo semanas, antes de fazer a próxima sessão de tratamento.
Algumas pessoas com leucemia, fazem a quimioterapia em regime de ambulatório (no hospital, no consultório do médico ou em casa), ou seja, não ficam internadas no hospital. No entanto, pode ser necessário ficar no hospital, em regime de internamento, enquanto fazem a quimioterapia.
Algumas pessoas com leucemia mielóide crónica, fazem um novo tipo de tratamento, chamado tratamento direccionado. Este tratamento, bloqueia a produção de células tumorais, e não atinge as células normais.


IMUNOTERAPIA

Nalguns tipos de leucemia, a pessoa faz imunoterapia. Este tipo de tratamento melhora as defesas naturais do organismo contra o cancro. O tratamento é administrado por injecção numa veia.
Algumas pessoas com leucemia linfocítica crónica, recebem imunoterapia, utilizando anticorpos monoclonais. Estas substâncias ligam-se às células cancerígenas, permitindo que o sistema imunitário elimine as células tumorais, no sangue e na medula óssea.
Por outro lado, alguns doentes com leucemia mielóide crónica recebem imunoterapia com uma substância natural, chamada interferão. Esta substância pode desacelerar o crescimento das células cancerígenas.

Antes de fazer quimioterapia e imunoterapia, pode querer colocar algumas questões ao médico:
Para que preciso deste tratamento?
Que fármacos me vão ser administrados?
Deverei ir ao dentista, antes de iniciar o tratamento?
Que me fará o tratamento?
Terei de ficar no hospital?
Como saberemos que o tratamento está a funcionar?
Durante quanto tempo farei este tratamento?
Terei efeitos secundários durante o tratamento? Quanto tempo irão durar? Que poderei fazer em relação a esses efeitos?
Existem efeitos a longo prazo causados pelos fármacos?
Com que frequência terei de fazer exames médicos?


RADIOTERAPIA

A radioterapia usa raios de elevada energia, para matar as células cancerígenas. Para a maioria dos doentes, uma máquina dirige a radiação para o baço, cérebro ou para outras partes do corpo, onde se tenham depositado células tumorais. Alguns doentes fazem radiação dirigida a todo o corpo; a radiação total ao corpo é, geralmente, realizada antes de um transplante de medula óssea. A radioterapia é sempre administrada num hospital ou numa clínica.

Antes de iniciar a radioterapia, pode querer colocar algumas questões ao médico:
Porque é que preciso deste tratamento?
Quando têm início os tratamentos? Com que frequência serão administrados? Quando terminam?
Como me vou sentir durante o tratamento? Terei efeitos secundários? Quanto tempo irão durar? O que poderei fazer, em relação a esses efeitos?
Existem efeitos a longo prazo causados pela imunoterapia?
Que poderei fazer para cuidar de mim próprio, durante o tratamento?
Como saberemos se o tratamento está a funcionar?
Poderei continuar com as minhas actividades normais, durante o tratamento?
Com que frequência terei de fazer exames médicos?



TRANSPLANTE DE CÉLULAS ESTAMINAIS

Algumas pessoas com leucemia, fazem transplante de células estaminais. Um transplante de células estaminais, permite o tratamento com doses mais elevadas de fármacos, de radiação ou de ambos. As doses elevadas, destroem tanto as células cancerígenas como os glóbulos sanguíneos normais da medula óssea. Mais tarde, a pessoa recebe células estaminais saudáveis, através de um catéter que é colocado numa grande veia, no pescoço ou na zona do peito. A partir das células estaminais transplantadas, desenvolvem-se novos glóbulos sanguíneos.
Existem vários tipos de transplantes de células estaminais:
Transplante de medula óssea: as células estaminais provêm da medula óssea.
Transplante de células estaminais periféricas: as células estaminais provêm do sangue periférico.

Transplante do sangue do cordão umbilical: para uma criança sem dador, o médico pode usar as células estaminais do sangue do cordão umbilical. O sangue do cordão umbilical provém de um bebé recém-nascido. Por vezes, o sangue do cordão umbilical é congelado, para poder ser usado mais tarde.

As células estaminais podem ser da própria pessoa, ou de um dador:
Auto-transplante: este tipo de transplante usa células estaminais da própria pessoa. As células estaminais são removidas, e as restantes células podem ser tratadas, para matar quaisquer células cancerígenas presentes. As células estaminais são congeladas e armazenadas. Depois de a pessoa receber doses elevadas de quimioterapia ou radioterapia, as células estaminais armazenadas são descongeladas e "devolvidas" à pessoa.
Transplante alogénico: este tipo de transplante, usa células estaminais saudáveis de um dador. O dador pode ser um irmão, uma irmã, um dos progenitores ou um dador não familiar, mas compatível. O médico faz análises sanguíneas específicas, para se assegurar que as células do dador são compatíveis com as da pessoa.
Transplante singénico: este tipo de transplante, usa células estaminais do gémeo (idêntico) saudável.
Depois de um transplante de células estaminais, regra geral a pessoa fica internada, no hospital, durante várias semanas. Nestes casos, a equipa médica necessita de proteger a pessoa de qualquer infecção, até que as células estaminais comecem a produzir glóbulos brancos suficientes.

Antes de fazer um transplante de células estaminais, pode querer colocar algumas questões ao médico:
Que tipo de transplante de células estaminais vou fazer? Se precisar de um dador, como vamos encontrar um?
Durante quanto tempo vou ter que ficar no hospital? De que cuidados vou precisar, quando sair do hospital?
Como saberemos se o tratamento está a funcionar?
Quais são os riscos e os efeitos secundários? Que podemos fazer acerca deles?
Que alterações terei que fazer nas minhas actividades normais?
Qual é a minha probabilidade de ter uma recuperação completa? Quanto tempo irá durar?
Com que frequência terei de fazer exames médicos?

Sucesso TOTAL

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19 de Abril - Hemocentro Marília