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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pintar o cabelo na gravidez pode causar doença ao bebé

O uso de tintas ou alisadores de cabelo durante os três primeiros meses de gravidez aumenta o risco de o bebé desenvolver leucemia nos primeiros dois anos de vida.
Embora seja considerada uma doença rara, a leucemia atinge cerca de cinco por cento das crianças nessa idade, em todo o mundo.
A conclusão é do primeiro estudo epidemiológico brasileiro que investigou o tema. O trabalho foi realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública em parceria com o Instituto Nacional do Cancro (INCA), durante mais de dez anos.
Pelo menos por enquanto, os dados sugerem que as mulheres não devem pintar os cabelos durante a gravidez.
O trabalho foi realizado em 15 centros de todas as regiões do Brasil, excepto as do Norte e foram analisadas 650 mães: 231 com filhos diagnosticados com leucemia antes dos dois anos de idade e 419 mães sem filhos com cancro. Segundo o biólogo Arnaldo Couto, autor do estudo, das 231 mulheres cujos filhos tiveram leucemia, 35 (15,2 por cento) usaram produtos químicos no cabelo no primeiro trimestre da gravidez.
Entre as 419 mães controladas, 41 (9,8 por cento) utilizaram tintas no mesmo período.
“O estudo mostrou que a doença não se manifestou ao acaso. Há uma associação significativa entre a exposição a tintas e alisadores com o desenvolvimento de leucemia”, declarou o biólogo.
Maria de Oliveira, chefe do programa de Hematologia e Oncologia pediátrica do Instituto Nacional do Cancro,  que coordena o estudo, confirma a importância da descoberta e afirma ter ficado surpreendida com os resultados.“É a primeira vez que um trabalho olha nessa direcção.
 Mas, como se trata de uma doença rara, o número de casos precisa de ser confirmado em análises experimentais posteriores”, disse Maria de Oliveira.

Fonte: JornaldeAngola

quarta-feira, 23 de março de 2011

Saúde debate maior controle na assistência a pacientes com leucemia

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Representantes de áreas de alta complexidade e de assistência farmacêutica participam na manhã de hoje (23) de uma reunião com o objetivo de avançar no novo modelo de assistência, no Sistema Único de Saúde (SUS), a pacientes com leucemia mielóide crônica.
Uma das metas, de acordo com o Ministério da Saúde, é ampliar o controle sobre a oferta do medicamento Glivec – indicado para o tratamento da doença – em hospitais. Por meio de um canal direto com a pasta, pacientes ou demais interessados poderão, por exemplo, relatar dificuldades no acesso ao remédio.
A partir da próxima semana, hospitais em todo o país vão passar a receber estoques periódicos do Glivec. A centralização da compra do medicamento foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 16. A medida, de acordo com o ministério, deve beneficiar diretamente 7,7 mil pessoas.
Atualmente, a compra e o fornecimento do Glivec e dos demais remédios para o tratamento de câncer são feitos pelas próprias unidades hospitalares que, após prestarem assistência aos pacientes, têm os procedimentos (medicamentos e atendimento) pagos pelo SUS.
Nos próximos 12 meses, a contar do dia 1º de abril, a rede hospitalar contará com 9,3 milhões de comprimidos do remédio nas dosagens de 100 miligramas (mg) e 400 mg. O quantitativo, segundo a pasta, é superior ao volume de 8,5 milhões de comprimidos administrados em hospitais oncológicos no ano passado.
No segundo semestre de 2010, o ministério liberou R$ 412,7 milhões para serem investidos na reestruturação da assistência oncológica no SUS. Ao todo, foram incluídos nove novos procedimentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer.
Edição: Juliana Andrade

Sucesso TOTAL

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19 de Abril - Hemocentro Marília