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quarta-feira, 16 de maio de 2018

O poder da conexão humana




O cérebro empático configura no ser humano um despertar para as emoções e as necessidades alheias. É o resultado evolutivo da nossa socialização, um vínculo orientado a nos conectar para conviver em maior harmonia, resolver conflitos e garantir a nossa sobrevivência. A empatia é (ou deveria ser) essa habilidade com a que garantimos o nosso bem-estar.

Dizemos “deveria” por uma razão muito concreta. A maioria de nós sabe que a empatia nem sempre garante a ação humanitária. As pessoas são capazes de intuir e ler as emoções daqueles que estão diante delas, e isso é sem dúvida maravilhoso. Percebemos quem sofre, notamos o medo, lemos a angústia em outros rostos, etc. No entanto, depois de nos colocar no lugar do outro, nem sempre damos o passo para uma conduta sociável, nem sempre oferecemos ajuda


“Se você não tem empatia e relações pessoais efetivas, não importa o quão inteligente seja, você não vai chegar mui “Se você não tem empatia e relações pessoais efetivas, não importa o quão inteligente seja, você não vai chegar muito longe”.

- Daniel Goleman -


Assim, e tal como explicam neurologistas renomados como Christian Keysers, do Instituto de Neurologia dos Países Baixos, ainda sabemos muito pouco sobre o que foi rotulado como cérebro empático. O descobrimento dos neurônios-espelho, no final dos anos 90, por Giacomo Rizzolatti, nos fez acreditar, por um momento, que o ser humano havia chegado ao elo evolutivo que muitos quiseram batizar como homo empathicus.

No entanto, nosso comportamento continua sendo bastante individualista. A empatia nos induz a nos conectarmos entre nós, a sentir como nossas as emoções alheias. Ela nos oferece um poder extraordinário, já sabemos disso… E apesar de tudo, não a utilizamos com total efetividade. Tal e como nos lembram alguns cientistas, nos falta um comprometimento autêntico com a empatia, porque não basta só senti-la, ela também deve ser aplicada.


Coloquemos a empatia a nosso favor para avançar como espécie

O Dr. Ramachandran lembra que os neurônios-espelho significaram um salto genético fabuloso em nossa espécie. Assim, e apesar de muitos animais também terem capacidades empáticas, em nós estas células especializadas representaram um avanço sensacional e propiciaram o aparecimento da cultura, da sociedade e da civilização.


Nossa consciência se ampliou, nosso pensamento se tornou mais abstrato, e a forma de nos relacionarmos ficou mais sofisticada. Às vezes ela é cruel e violenta, já sabemos disso, mas também mais humana, e orientada a favorecer um maior bem-estar, uma ordem, um equilíbrio. O cérebro empático é, portanto, a essência das nossas relações sociais e, também, do nosso aprendizado, esse que, pouco a pouco, nos permitirá avançar na direção adequada.

Vista Suas Asas www.vistasuasasas.com.br

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Doadores de medula óssea são isentos de taxa de concursos

Lei acaba de entrar em vigor e vale para todos editais públicos

A partir de agora, doadores de medula óssea estão isentos do pagamento de taxas cobradas em concursos públicos. Todos os editais referentes à administração pública, seja na esfera municipal, estadual ou federal, deverão seguir a medida.
Para requerer a isenção, os doadores devem estar cadastrados em órgãos reconhecidos pelo Ministério da Saúde. Além disso, precisam portar um documento comprovando a condição de doador.


INCA É CONTRA A NOVA LEI
Em nota de esclarecimento, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), se posicionou contra o incentivo.
– O cadastro no REDOME é, por definição, um ato voluntário. Conforme recomendações nacionais e internacionais de diversas organizações relacionadas à atividade, este não pode estar vinculado a nenhum tipo de vantagem ou recompensa – disse o comunicado.
Eles também argumentaram que é preciso comprometimento por parte do doador, e que o sucesso do programa não se baseia somente em números de doadores.
– Por este motivo, o REDOME não apóia a isenção da taxa de inscrição em concurso público como um incentivo ao cadastro da doação de medula óssea. A inclusão de novos doadores representa um aspecto estratégico no que se refere à manutenção e expansão do registro brasileiro, e deverá seguir preceitos técnicos a fim de garantir o sucesso de uma atividade que é parte fundamental da política pública de transplantes de órgãos e tecidos – declarou o Inca.
Fonte: https://goo.gl/KovqU2

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A IMPORTÂNCIA DE DOAR MEDULA ÓSSEA


Sexta-feira (06/10) é considerado o Dia Nacional do Doador de Medula Óssea.O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue. Consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais da medula óssea.
O procedimento é indicado para tratamento de leucemias, linfomas, anemia plástica (quando a medula óssea deixa de produzir a quantidade adequada de sangue), anemias graves, imunodeficiências e muitas outras doenças.
A hematologista do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), Melissa Bozzi, destacou a importância do transplante e as dificuldades.“Uma das principais barreiras na realização do procedimento, que pode salvar muitas vidas, é a dificuldade na busca por doadores compatíveis. Estima-se que a chance de encontrar um doador compatível (não aparentado) seja de 1 para cada 100 mil pessoas”, disse.
O transplante de medula óssea pode ser autólogo, que consiste em transplantar células-tronco do próprio paciente em seu corpo, ou alogênico, quando o paciente recebe células de um doador. Quando uma pessoa necessita de transplante, a primeira opção é buscar um doador compatível na família. Nesses casos, as chances de compatibilidade são de aproximadamente 25%.
Para ser doador, é preciso ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado de saúde, não ter doenças infecciosas, câncer e nenhuma patologia do sistema imunológico.

Fonte: ESHOJE

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Celulas Designer? Já ouviu falar?


A chamada Design immune cells são células provenientes de um doador que foram alteradas e especializadas para caçar e eliminar estruturas cancerosas resistentes a medicamentos.





Desenvolvida por médicos do Great Ormond Street Hospital (Gosh) e por pesquisadores da University College London (UCL), a terapia tem potencial para tratar o câncer.

As medicações convencionais muitas vezes não são capazes de alcançar as células doentes, que se esquivam das drogas e do sistema imunológico. Utilizando a terapia de edição genética, é possível reprogramar as células de defesa para fazê-las encontrar e aniquilar tumores.

No entanto, a abordagem pode não funcionar em pacientes submetidos a muitas sessões de quimioterapia por não terem células suficientemente saudáveis para a manipulação genética. Sendo assim, torna-se necessário o uso de células de doadores compatíveis.



TRATAMENTO REVOLUCIONARIO

A menina Layla Richards, de apenas um ano, passou por quimioterapia e transplante de medula para tratar um tipo de leucemia agressivo e classificado como incurável. Sem obter sucesso, os pais de Layla autorizaram que a filha se submetesse a um tratamento experimental que, até então, só havia sido testado em camundongos.




Depois de modificadas, as células foram então injetadas em Layla, que também precisou passar por um segundo transplante de medula para restaurar seu sistema imunológico. Após o procedimento, a saúde da menina melhorou rapidamente. Layla não apenas está viva como não tem traços de leucemia em seu corpo.


Fonte: GOSH

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

HEMOMINAS - Cadastro para doação de medula no colégio Potência dia 13/08/2016

Equipe do Hemominas rumo a Conselheiro Lafaiete para cadastro



Uma equipe do Hemominas da cidade de São João del-Rei estará na cidade, no próximo dia 13 de agosto, para coleta externa de doação de medula óssea. A coleta será realizada no Colégio Potência, a partir das 8h.
A campanha é para ajudar João Pedro Henriques de Assis de 7 anos (Foto) e outras pessoas que também precisam de um doador. João Pedro é um exemplo de fé e superação, sua história de vida comove a todos.
A criança luta contra o câncer desde os dois anos de idade, segundo sua mãe, Andreia Henriques Damião de 28 anos, e espera ansioso por um doador. "Estamos muito esperançosos, e com fé em Deus, tudo dará certo.






O cadastro é simples, basta se dirigir até um hemocentro com seus documentos pessoais e dizer que quer ser um doador de medula óssea. Serão colhidos 5 ml de sangue. A pessoa preencherá uma ficha com os dados cadastrais.
Dados do doador serão cruzados com todos os pacientes cadastrados . A chance é de uma pessoa ser compatível com um paciente a cada 100.000 mil cadastrados. Ou seja, quantos mais pessoas se conscientizarem ao cadastro, mais chances os portadores da doença tem de serem curados.", explica Andreia.
No dia da coleta serão distribuídas 200 fichas para novos cadastros. O equipe estará na cidade até as 17h. Maiores informações podem ser obtidas pelos telefones (31) 9 9860-3006 (Claro) e 9 8670-7396 (Vivo).


Saiba mais sobre DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA e como se cadastrar!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Chance de achar doador compatível de medula óssea é 1 em cada 100 mil



Doar medula óssea é muito simples e pode ajudar a salvar uma vida. Apesar da facilidade de doação e cadastro, as chances de encontrar doador compatível ainda é pequena. Por isso, a importância de aumentar as doações.
O Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) completa nesta terça-feira (25), 500 transplantes de medula óssea. O paciente número 500 é um menino de cinco anos de idade, que vai fazer o transplante nesta terça em São Paulo.
Achar um doador de medula óssea compatível é difícil. Um em cada cem mil. Por isso, quanto mais pessoas se colocarem à disposição, mais fácil fica e fazer isso é tranquilo. A pessoa vai a um hemocentro para se cadastrar. O pessoal coleta o seu sangue, e se em algum momento for preciso, chama a pessoa para doar a medula. É muito importante manter o cadastro sempre atualizado.
“O cadastro é mundial, mas é muito importante que cada pais tenha em seu cadastro um numero cada vez maior de candidatos por questões hereditárias genéticas regionais. No Brasil temos uma miscigenação muito grande negros amarelos e brancos. Isso faz com que a característica genética da nossa população seja diferente da população mundial”, explica Carlei Heckert Godinho, coordenadora do Banco de Sangue do Hospital Geral de Guarulhos.
O Carlos Daniel Ferreira tem só cinco anos e fará o transplante nesta terça-feira. Quando tinha três, os pais descobriram que ele estava com leucemia.
O Carlos Daniel vai conseguir fazer um transplante de medula óssea graças a um doador que veio de Barcelona, na Espanha. No caso dele, a doação veio de um banco de cordão umbilical, que é mais usado em crianças.
“A busca foi feita pelo Redome e Rereme, nacional e internacional. Como ele é criança pequena foi encontrado um cordão compatível com uma célula de boa, e que é o que vai dar melhor chance de cura e melhor qualidade de vida para ele a longo prazo”, explica o médico Victor Zecchin, coordenador de transplante de medula óssea do GRAAC.
Daqui a mais ou menos um mês, vai ser possível saber se o transplante do Carlos Daniel deu certo e se tudo correr bem, vai ser o melhor presente de aniversário que ele poderia ganhar. O Carlinhos faz seis anos no dia 7 de setembro.
“Uma vida diferente se Deus quiser vai ser tudo normal. Poder ver ele brincar, a maioria do tempo passa no hospital. Mais do que ele já é”, fala a mãe de Carlos, Rayanne Ferreira.
Fonte Jornal Hoje

Campanha para doação de medula óssea têm apoio de artistas no ES


Artistas e lutadores participaram da campanha que tomou as redes socias em apoio ao capixaba Homero de Castro que espera por um transplante de medula óssea na Serra, região da Grande Vitória, no Espírito Santo.

Homero de Castro têm 34 anos, é analista de sistemas e luta contra o câncer de medula óssea. Segundo o irmão dele, Marcelo de Castro, o analista tem um tipo de câncer raro. Ele ainda não encontrou um doador.

"O ideal é achar alguém 100% compatível", contou Marcelo que fez o teste, mas apresentou 80% de compatibilidade com o irmão, o que significa um risco de rejeição muito grande.

Para incentivar o cadastro, cantores como Tuca Fernandes e  Michel Teló e atletas como Anderson Varejão, Popó e Erick Silva enviaram vídeos com a #TamoJuntoHomero.

"Queria pedir para a galera fazer o cadastro no banco de medula. Eu já fiz o meu, faça o seu também", disse o sertanejo Michel Teló em vídeo. O lutador capixaba Érick Silva reforçou o pedido: "A gente precisa ajudar realmente quem tá precisando".

No Espírito Santo são 10 mil doadores cadastrados, mas esse número ainda é pequeno. Quanto maior o número de pessoas registradas no cadastro, maiores são as chances de se encontrar alguém compatível com os pacientes.

O próprio Homero gravou um vídeo no hospital, chamando as pessoas para se registrarem no Cadastro Nacional de Medula Óssea. "Façam o cadastro. A minha vida e a de muitas pessoas dependem de vocês", destacou o paciente.

Os interessados em serem doadores devem procurar o hemocentro mais próximo. No estado são cinco pontos de cadastro: São Mateus, Linhares, Cachoeiro de Itapemirim, Serra e Vitória. O doador preenche um cadastro e é recolhida uma amostra de sangue.

As amostras são enviadas para análise e ficam registradas em um banco nacional de doadores. "A identidade genética de quem está precisando e quem está doando vai se comunicar e dizer se é ou não compatível", explica Rosemary Erlacher, Coordenadora da Central de Transplantes.

A coordenadora ainda conta que os transplantes não são feitos no Espírito Santo, é necessário realizar o procedimento em outros estados da federação.

"Se o paciente não puder ir por meios próprios ele pode procurar as superintendências regionais e dar entrada em um requerimento solicitando que o estado arque com suas despesas de passagem e estadia neste local onde ele está fazendo o tratamento", explica Rosemary.

Márcio Pereira é doador de medula, e destaca a importância de ajudar o próximo: "Temos que fazer o bem, sem olhar a quem".

Para o pessoal do ES seguem alguns pontos de cadastro!

Cadastro pode ser realizado em unidades do Hemoes
O cadastro de doador de medula óssea pode ser realizado por qualquer pessoa entre 18 e 55 anos que esteja com boa saúde. O cadastro pode ser feito em qualquer unidade do Hemoes.

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes)
Tel. 3636-7900/7920/7921- Avenida Marechal Campos, 1.468, Maruípe, Vitória. Funciona de segunda-feira a sábado, das 07 às 17h30.

Unidade de Coleta a Distância da Serra
Tel. 3338-7880/3338-7373. Avenida Eudes Scherrer Souza, s/n (anexo ao Hospital Estadual Dório Silva). Funciona de segunda-feira a sexta-feira das 7 às 12h30.

Hemocentro de Linhares
Tel. (27) 3171-4361/4363/4362 - Avenida João Felipe Calmon, 1.305, Centro (ao lado do Hospital Rio Doce). Funciona de segunda a sexta-feira, das 07 às 12h30.

Hemocentro Regional de Colatina
Tel. (27) 3177-7930 - Rua Cassiano Castelo, s/n, Centro. Funciona de segunda a sexta-feira, das 07 às 12h30.

Hemocentro Regional de São Mateus
Tel. (27) 3767-4135 - Rodovia Otovarino Duarte Santos, Km 02, Parque Washington. Funciona de segunda a sexta-feira, das 07 às 12h30.

Paciente de 21 anos com leucemia faz apelo por mais doadores


Em meio ao tratamento de quimioterapia para curar a leucemia, a jovem Perla Beatriz Rivas, de 21 anos, ainda não sabe se vai precisar de um transplante de medula óssea para curar o câncer que surgiu há um ano, mas conhece a importância da doação e entende que o gesto salva vidas. “Quando eu me curar, vou ser doadora de medula, de órgãos, de tudo”, garante.
O apelo de Perla é necessário por causa da complexidade da doença. Quando um paciente que tem leucemia não consegue a cura com quimioterapia e radioterapia, o transplante de medula óssea se torna necessário. E quando não existe um doador aparentado (um irmão, pais ou parentes próximos), o jeito é procurar doador compatível no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Segundo a coordenadora de transplantes de Mato Grosso do Sul, Claire Miozzo, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), “o processo do transplante consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de medula saudável”.
Cerca de 1,5 mil brasileiros aguardam na fila para fazer esse procedimento, uma vez que a espera para o transplante é nacional. Conforme o Redome, 70 centros para transplantes de medula óssea estão espalhados em todo o País. Apesar de nenhum deles estar instalado em Mato Grosso do Sul, o cadastro de doadores nas cidades aqui do Estado é importante para aumentar a lista de aproximadamente 130 mil possíveis doadores em todo o Brasil.
“Nós não realizamos transplante de medula óssea no nosso Estado, portanto os pacientes que precisam desse procedimento vão para outros estados por meio do Tratamento Fora do Domicílio. As despesas são pagas pelo SUS. Se o doador for de Mato Grosso do Sul, ele vai até onde estiver o receptor, também com tudo pago pelo SUS”, explica Claire.
Para se cadastrar como doador de medula óssea e ajudar pacientes com leucemia é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade de ter boa saúde. A pessoa deve procurar o hemocentro (em Campo Grande o Hemosul fica na Avenida Fernando Côrrea da Costa, 1304) para passar por uma entrevista e a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Depois disso, os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada.
Perla, que conhece outros pacientes com leucemia, tem o discurso pronto. “Temos que ajudar o próximo e nos conscientizar mais. Todo mundo passa por dificuldades e a gente nunca sabe o dia de amanhã. Eu mesma nunca pensei em ter leucemia e passar pelos problemas que passei”, disse ela, que era doadora de sangue antes de descobrir a doença.
A jovem, que trabalhava e estudava Engenharia Civil, teve os sonhos adiados para seguir o tratamento. Mas a crença na cura a fez alimentar um novo sonho, o de ajudar novas pessoas.
(fonte: idest.com.br) 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Longe - Arnaldo Antunes



Onde é que eu fui parar?
Aonde é esse aqui?
Não dá mais pra voltar
Por que eu fiquei tão longe?
Longe...

Onde é esse lugar?
Aonde está você?
Não pega celular
E a terra está tão longe
Longe...

Não passa um carro sequer
Todo comércio fechou
Não tem satélite algum transmitindo
notícias de onde eu estou

Nenhum email chegou
Nem o correio virá
E eu entre quatro paredes sem porta
ou janela pro tempo passar

Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado
no vácuo de um quarto no espaço sem fim



Aonde está você?
Por que é que você foi?
Não quero te esquecer
Mas já fiquei tão longe
Longe...

Não dá mais pra voltar
E eu nem me despedi
Onde é que eu vim parar?
Por que eu fiquei tão longe?
Longe, longe, longe, longe
Longe, longe, longe

Seis, cinco, quatro, três, dois, um.

Clip Oficial:


Com leucemia, garoto de 5 anos procura doador compatível de medula óssea




No quarto de Lucas Alexandre, 5 anos, os planetas estão ao alcance das mãos e dos olhos. Ali, não é preciso telescópio para admirar Vênus, Netuno ou Saturno. As estrelas também estão sempre por perto. Como quase toda criança da idade dele, o menino adora as brincadeiras no computador. O desenho preferido é o da Peppa. E, na hora de matar a fome, nada melhor do que farofa de ovos, bife e macarrão. Mas, diferentemente das outras crianças, Lucas Alexandre não desce para brincar no pilotis com outras crianças e está afastado da escola. Os almoços e os passeios no shopping também estão temporariamente suspensos. Restrições imprescindíveis para que ele siga com o tratamento contra a leucemia. Há cerca de dois meses, o garoto entrou na fila de transplante de medula óssea, única chance de ele voltar a ter uma vida saudável.

A descoberta da doença foi há cerca de 2 anos, quando a mãe percebeu manchas roxas pelo corpo, acompanhadas de febre. Na emergência, o médico pediu um exame de sangue. O resultado revelou que as plaquetas de Lucas Alexandre estavam muito baixas: 24 mil, quando o normal é acima de 140 mil. A taxa de leucócitos, normalmente, fica em até 10 mil. Mas a dele estava em 45 mil. “No mesmo dia, ele foi para a UTI porque não tinha defesa imunológica nenhuma e corria sério risco de hemorragia. O diagnóstico foi confirmado após a biópsia da medula óssea. Ele tem leucemia linfoide aguda (LLA), a mais comum em crianças e a que apresenta chance de 70% a 80% de cura (em criança) só com quimioterapia”, conta a mãe do menino, a professora Fabíola Gomes, 37 anos.

As sessões de quimioterapia terminaram em novembro do ano passado, e a família estava confiante na recuperação de Lucas Alexandre. Ele voltou a ter uma vida normal: passou a frequentar festinhas, almoçava em restaurantes e até foi para a escola. Mas, em maio, em uma consulta de rotina, o médico percebeu que um testículo estava menor que o outro. “Ele teve uma recaída. Os exames mostraram que as células cancerígenas estavam novamente na medula, além de se alojarem no testículo. Foi um choque pra toda a família”, relembra a mãe.

Cristiane e o marido, o servidor público Ricardo Alexandre Pinheiro de Oliveira, 40, partiram para São Paulo e ouviram dos médicos que a indicação para Lucas era o transplante de medula óssea. Isso porque ele teve uma recaída precoce e combinada (medula e testículos). Lucas Alexandre voltou a fazer os ciclos de quimioterapia e também está mais recluso. Não pode correr o risco de adoecer. Quando não restar nenhuma célula doente em seu organismo, ele estará pronto para se submeter ao transplante. Até lá, precisa encontrar um doador que seja 100% compatível. Em uma rede social, a família pede ajuda e divulga campanhas de outras pessoas na mesma situação.

Solidariedade
A chance de encontrar um doador compatível é de uma em 100 mil (leia Para saber mais). Hoje, faz 93 dias que Michel Maruyama, 32, se submeteu a um transplante de medula. A história dele foi contata e acompanhada pelo Correio Braziliense. Ontem, a irmã de Michel, a publicitária Cristiane Maruyama, 31, estava em Curitiba para visitá-lo. “Ele ainda está no período de isolamento, que dura 100 dias. As visitas são restritas. Ele só se alimenta de comida fresca e preparada em casa. Toda semana tem consulta médica. E os exames apontam que 100% do sangue que corre em suas veias tem o DNA do doador. “Isso revela que o transplante foi um sucesso”, comemora Cristiane.

Com o olhar de quem enfrentou tudo ao lado do irmão e agradece o sucesso do transplante graças a um anônimo que se dispôs a doar a medula, Cristiane agradece: “Quando se descobre que a vida da pessoa que você ama depende de um transplante, é um baque. Quando se descobre que, na família, não há nenhum doador compatível é muito difícil. Uma das coisas mais bonitas nisso tudo, além da força do Michel, foi perceber que as pessoas são capazes desse ato de solidariedade. Isso faz você recuperar a fé na humanidade”.

Michel e a família não sabem quem salvou a vida dele. Isso porque o cadastro mantém sigilo tanto de quem doa quanto de quem recebe. Se daqui a 2 anos as duas partes concordarem, eles poderão se encontrar. “Só espero um dia conhecer essa pessoa e poder agradecer”, completa Cristiane.

Quanto mais rápido Lucas Alexandre conseguir um doador compatível, maiores são as chances de recuperação dele. E logo ele voltará a ter uma vida semelhante à de qualquer outra criança de 5 anos: repleta de festinhas, amigos da escola e joelhos ralados pelas brincadeiras nos parquinhos.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2015/07/12/interna_brasil,586122/com-leucemia-garoto-de-5-anos-procura-doador-compativel-de-medula-ossea.shtml

Faça uma boa ação e ganhe um disco de vinil em SP


Por: Camila Juliotti
portalweb@diariosp.com.br
Mesmo na era da tecnologia,  com a facilidade de acesso à música com os MP3 players, os aplicativos de música no celular e os downloads na internet, há quem não troque por nada o bom e velho disco de vinil. 
Para incentivar essa cultura, que nunca sai de moda, e comemorar o Dia Internacional do Rock – celebrado nesta segunda-feira –, o Casarão do Vinil lançou a campanha Casarão do Rock Solidário.
A ação incentiva a doação de agasalhos ou de 1 kg de alimento em troca de 2 LPs de brinde. Além disso, quem doar sangue ou medula óssea e levar o comprovante até o Casarão pode escolher  10 discos para levar pra casa. E olha que tem opções de sobra para todos os gostos: Adoniram Barbosa, Elvis Presley, Tim Maia e até discos de marchas alemãs.

“A gente já tinha feito essa ação no ano passado e repercutiu legal com a doação de sangue. Este ano também incluímos a doação de medula”, explica Silvio Piu, um dos organizadores do espaço. “A pessoa vem, doa uma blusa, vê um disco do Elvis e leva de presente para alguém. É um chamativo para a pessoa conhecer o local, ajudar quem precisa e ainda virar um cliente”, completa Piu.

A ideia da campanha partiu de Manoel Jorge Dias, proprietário do local, que abriga um acervo de cerca de 700 mil títulos, entre LPs compactos, de 78 rotações, de 10 e 12 polegadas e laserdiscs.
“Era inverno, estava muito frio, então ele pensou em unir o útil ao agradável: ajudar quem precisa e também incentivar a cultura do LP. Dizem que o vinil saiu de cena e está voltando agora. Para mim, ele sempre esteve aí”, opina Piu.
Além da campanha, o Casarão também traz de volta o Feirão 1 Milhão de LPs. “Fizemos no ano passado e agora as pessoas começaram a perguntar se não faríamos de novo. Então, voltamos. Você compra um disco por R$ 4,90 e leva um de brinde”, explica Piu.
tudo por um lp/ O analista de conteúdo Jorge Miguel de Almeida Jr., 32,  aproveitou o dia de folga para garimpar o melhor dos LPs no Casarão. 
“Fiquei sabendo da campanha, aproveitei que já estava na hora de doar sangue de novo, fui ao hospital hoje de manhã e já vim pra cá”, conta o analista, que ainda estava com o curativo do procedimento no braço.  “A iniciativa é muito legal. Além de ajudar o próximo, mantém essa história, essa cultura do LP. É uma corrente do bem”, elogia.

Leonardo Daniel Baldissera Souza,  17, já é cliente fiel da loja e tem até uma coleção de discos de rock. “Tenho uma banda de rock desde os 14 anos e sempre procuro discos de rock. Já tenho uns 20 em casa”, conta o músico, que ganhou o gosto pelo vinil por causa da mãe. “O dono da casa que ela trabalhava tinha um aparelho e alguns discos e não quis mais. Aí ela pegou e me deu”, lembra-se.
Por causa do sucesso da campanha, que duraria apenas até a segunda-feira, ela foi estendida até o fim deste mês. Há tempo suficiente de se programar e garantir seu disco.
MAIS:
Comemoração com muitos presentes
Além dos brindes para as doações, há outras promoções para os clientes que visitarem o Casarão. Aqueles que forem ao local apenas para conhecer vão ganhar sete gravuras do artista Jean-Baptiste Debret. Quem decidir levar um LP de R$ 9,90, vai ganhar outro. Caso a escolha seja por um disco de R$ 29,90 a pessoa vai levar para casa mais dois de brinde. E aqueles que escolherem um LP de R$ 49,90 vão ganhar mais três.
15.000 
é o total de discos disponíveis para os brindes
Espaço antigo cria ambiente vintage
O Casarão do Vinil foi aberto em setembro do ano passado e está instalado em uma casa da década de 1940 na Mooca, Zona Leste da cidade.
SERVIÇO:
Casarão do Vinil
Rua dos Trilhos, 1212, Mooca, Zona Leste, São Paulo. Diariamente, das 9h às 18h. Tel.: (11) 2645-2808
Feirão 1 Milhão de LPs
Rua do Oratório, 273, Mooca, Zona Leste, São Paulo. Diariamente, das 9h às 18h. Tel.: (11) 2737-0755 

Fonte: http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/84117/faca-uma-boa-acao-e-ganhe-um-disco-de-vinil-em-sp

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Transplante de medula nem sempre é melhor opção em crianças com leucemia aguda

Um estudo internacional que incluiu o Hospital Pediátrico St. Jude, nos Estados Unidos, descobriu que os transplantes de medula óssea nem sempre são a melhor opção para alguns pacientes jovens que sofrem com leucemia linfoblástica aguda (LLA) – um tipo de tumor que afecta o sangue – e que não conseguem atingir remissão clínica após as primeiras semanas de quimioterapia intensa, conhecida como terapia de indução.

O maior estudo de sempre com pacientes pediátricos que sofrem com LLA identificou um subgrupo de crianças que obtiveram taxas de sobrevivência a 10 anos de 72 por cento após a quimioterapia adicional, ao invés de receberem um transplante de medula óssea.

Os resultados surgem publicados na revista New England Journal of Medicine e o estudo envolveu investigadores de 14 grupos de pesquisa nos EUA, Europa e Ásia.

"A falha de indução é um evento raro, afectando apenas 2 a 3 por cento de todos os pacientes pediátricos. Mas estas crianças estão em risco muito elevado para maus resultados e sempre foram considerados candidatos ao transplante de medula óssea", disse um dos autores do estudo do Departamento de Oncologia do Hospital Pediátrico de St. Jude.

Os resultados sugerem que a falha de indução não deve ser considerada uma indicação automática para transplante, pelo que o estudo mostra a importância “da colaboração internacional para fazer avançar resultados do tratamento para estes pacientes", revelou um pesquisador do Centro Médico e Universitário Schleswig-Holstein, na Alemanha.

Os investigadores avaliaram os resultados de 44017 pacientes que tinham no máximo 17 anos. Cada um foi tratado num ensaio clínico num dos centros participantes nesta análise internacional.

O estudo identificou taxas de sobrevivência a longo prazo de 72 por cento entre alguns pacientes jovens com leucemia de linhagem B tratados com quimioterapia adicional após falha da terapêutica de indução. Os pacientes tinham idades entre 1 a 5 anos quando o tumor foi diagnosticado e muitos tinham mais de 50 cromossomas nas células de leucemia, ao invés dos comuns 46 cromossomas.

No total, a amostra correspondia a cerca de 25 por cento dos pacientes cuja doença não entra em remissão após terapia de indução, motivo pelo qual os cientistas lembram que nem sempre é a melhor opção sujeitar estes doentes a transplantes, colocando-os em risco de uma variedade de problemas de saúde imediatos e crónicos.


Fonte: Portal de Oncologia Português

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pará: Doadores de medula óssea somente terão cartão obrigatório pelo Ministério da Saúde

Para atender determinação do Ministério da Saúde (MS), a Fundação Hemopa estruturou seus serviços e já disponibiliza o número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) aos candidatos ao cadastro de doadores de medula óssea, que só poderão ser voluntários com a apresentação do número do referido documento, que já pode ser obtido no ato do cadastramento, na recepção de Doador do hemocentro.
Criado pela portaria Ministerial 940, de abril de 2011, o CNS é um instrumento que possibilita a vinculação dos procedimentos executados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) ao usuário, ao profissional que os realizou e também à unidade de saúde onde foram realizados. Segundo a gerente de Captação de Doadores, a assistente social Juciara Farias, é necessária a construção de cadastros de usuários, de profissionais de saúde e de unidades de saúde.
A partir desses cadastros, os usuários do SUS e os profissionais de saúde recebem um número nacional de identificação. “Ao oferecermos esse serviço aos nossos voluntários, não corremos o risco de enfrentar eventual queda no número de novos cadastros. Mas, ressaltamos que o serviço é apenas para os que vão fazer cadastro de doação de medula óssea. Por enquanto, os doadores de sangue não estão incluídos”, alertou.
Quem pode fazer cadastro de doação de medula óssea: Homem ou mulher saudáveis e com faixa etária de 18 a 55 anos.
Serviço:
O Hemopa funciona na Tv. Pe. Eutíquio, 2109. Horário para coleta: de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados de 7h30 às 17h. Maiores informações pelo fone: 08002808118 
Texto:
Vera Rojas - Hemopa
Fone: (91) 3241-1811 / (91) 8044-0246
Email: Imprensa.hemopa@yahoo.com.br

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará
Travessa Padre Eutíquio, 2.109. Belém-PA. CEP: 66033-000
Fone: (91) 3225-2404 / 3242-6905/9100

fonte; 

Da Redação
Agência Pará de Notícias



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