quarta-feira, 23 de junho de 2010

Transplante de Drica Moraes será feito na manhã desta quarta-feira



A atriz Drica Moraes deve passar por um transplante de medula óssea na manhã desta quarta-feira (23), informou o Hospital Albert Einstein. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, não há como precisar o horário do procedimento pelo qual a atriz passará, mas um boletim deve ser divulgado por volta do meio-dia, logo após o término do transplante.
A atriz está internada desde o dia 14 em São Paulo. O transplante será comandado pelo hematologista Nelson Hamerschlak.
Drica, que mora no Rio, está com leucemia e se internou algumas vezes em hospitais da cidade para sessões de quimioterapia.
O transplante será realizado na unidade do Morumbi com doador não aparentado a partir de busca realizada no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Segundo o hospital, o procedimento para o transplante será feito em três fases. Ele começou no dia 16, com a quimioterapia preparatória. Após a infusão da medula óssea ela ficará internada para o período de monitoramento da avaliação do sucesso do transplante.

Fonte G1

Saiba como doar medula óssea

A doação de medula óssea não envolve cirurgia, apesar de o procedimento ser feito em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requerer internação por um mínimo de 24 horas.

Para se tornar um doador de medula óssea é preciso procurar o Hemorio ou o Inca, onde é coletada uma pequena quantidade de sangue (5 ml) e preenchido um formulário com dados cadastrais.

Qualquer pessoa, entre 18 e 55 anos de idade que não tenha doença infecciosa transmissível pelo sangue pode se cadastrar. Se for verificada compatibilidade com algum paciente cadastrado no Registro de Receptores de Medula Óssea, o doador é, então, convocado para fazer testes confirmatórios e realizar a doação.

Diferente dos transplantes de coração e pulmão, a doação de medula óssea não envolve cirurgia, apesar de o procedimento ser feito em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requerer internação por um mínimo de 24 horas.

Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Durante o procedimento cirúrgico, o médico remove com uma seringa a parte da medula óssea alojada na cavidade interna de vários ossos. A medula óssea é então doada intravenosamente ao paciente receptor, como em uma transfusão de sangue.

O transplante de medula óssea é um tratamento indicado para pessoas com leucemias, linfomas e alguns tipos de anemias.
Os interessados em doar podem procurar os locais abaixo:

Instituto Nacional de Câncer (Inca)
No Rio de Janeiro
Serviço de Hemoterapia
Praça Cruz Vermelha, 23
Tel.: (21) 2506-6064
Horário: de segunda a sexta, das 7h30 às 14h30 e aos sábados, das 8h às 12h. Não é necessário agendamento

Hemorio
Tel.: 0800 282 0708 (disque sangue, onde também os voluntários podem agendar uma palestra de esclarecimento sobre doação de medula óssea).
Rua Frei Caneca, 8
Horário: de segunda a sexta, de 8h às 12h

IMPORTANTE
Um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, a pessoa deve entrar em contato com o Registro de Receptores de Medula Óssea (Redome), pelo telefone (21) 3970-4100 ou pelo e-mail redome@inca.gov.br.


Fonte: G1

terça-feira, 1 de junho de 2010

Caso Gabriela gera aumento de 58% de doadores em Bauru

Após a matéria publicada no início do mês pelo JC, que trazia a história de Gabriela Castro, uma garota de 14 anos cheia de perspectiva de vida e futuro que luta contra uma leucemia linfóide aguda, muitos doadores de Bauru se cadastraram no banco de doadores do Hemonúcleo de Bauru.

De acordo com a enfermeira Telma de Carvalho, responsável pelo órgão, o número de pessoas cadastradas aumentou significativamente. Um crescimento de 58% em relação ao mesmo período do ano passado. “Eu acredito que tenha sido devido a repercussão do caso da Gabriela. Nós tínhamos um registro de cerca de cinco doadores por dia. Desde que a matéria foi divulgada esse número aumentou de 10 a 11”, afirma Telma.

Em contato com Eliane Castro, a avó de Gabriela, pelo telefone ela disse que muitos amigos vieram de outras cidades para fazer o cadastro em Bauru. “Muitos amigos meus vieram de outras cidades para se cadastrar já que o hemonúcleo das suas cidades não faz esse tipo de coleta”, conta.

Ela disse que a garota estava em casa aguardando para fazer novamente mais um ciclo de quimioterapia. “Hoje ela passou por uma consulta e em breve deve voltar para a quimioterapia. É necessário estar com a imunidade mais alta para voltar ao tratamento”, explica a avó.

Demora

Eliana reclamou da demora para o cruzamento de dados no Brasil. “Eu fiquei sabendo que demora quase 2 meses para sair o resultado da compatibilidade do banco. É muito tempo”, reivindica.

De acordo com a enfermeira Telma, após a coleta do sangue em Bauru, por exemplo, o sangue segue para o Instituto Lauro de Souza Lima, ainda na cidade, onde é feita a análise genética de compatibilidade (veja quadro). “Esse processo demora de 7 a 10 dias. Em seguida o resultado vai para o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) que armazena esses resultado e faz o cruzamento de dados de doadores e receptores”, explica.

O número de doadores cadastrados, apesar de ser insuficiente, passa de 250 mil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Em consequência de ser um banco nacional o processo de verificação de compatibilidade é mais demorado.

No caso de doadores não-parentes eles obedecem a regra de entrarem diretamente no Redome, ou seja, não podem se sujeitar a doar a medula especificamente a uma determinada pessoa.

Fila

Para receber a doação de alguém cadastrado no banco nacional também é necessário obedecer a fila de espera. “Por exemplo, se houver uma pessoa interessada antes da Gabriela que precisa de um mesmo doador compatível ela tem direito de receber primeiro”, explica a enfermeira Telma.

• Serviço

As pessoas sensibilizadas com a necessidade de doação devem procurar o Hemonúcleo de Bauru, na rua Monsenhor Claro, 8-80, Centro, das 7h às 11h30 e das 14h às 16h, de segunda a sexta-feira. É necessário apresentar RG.

Os futuros doadores devem deixar cadastrados também o telefone fixo de dois parentes próximos. Para quem mora em outra cidade, o procedimento é o mesmo. É preciso confirmar o horário de coleta de cada órgão.

Leucemia em jovem comove e doação de medula cresce 58%

Coincidência ou destino? Antes Gabriela e agora Gabriel. Ela com leucemia linfóide aguda e ele com outro subtipo da mesma doença: mielóide aguda. Ambos se agravam rapidamente. Duas pessoas cheias de vida e vontade de superação que não conseguiram doadores familiares compatíveis para que recebessem transplante de medula óssea e pedem ajuda. A história da jovem Gabriela Castro, de 14 anos, foi retratada pelo Jornal da Cidade na edição do dia 13 de maio e moveu muitos doadores ao Hemonúcleo de Bauru interessados em se cadastrar no banco de medula óssea para possível doação. (leia mais abaixo)

A mãe, Herselene Pereira, começou a desenvolver menopausa precoce aos 35 anos. Diagnósticos médicos mostravam que dificilmente ela poderia ter filhos. Mas ela não desistiu e, mesmo fazendo tratamento de reposição hormonal, engravidou de Gabriel aos 41 anos. Apesar da gravidez de alto risco, a vontade de ser mãe falou mais alto.

O bauruense Gabriel Pereira Sanchez nasceu especial, portador de síndrome de Down. A mãe sabia que o caminho não seria fácil. “Quando eu fiquei sabendo que ele era Down já sabia que poderia ter sido consequência da minha gravidez de risco e que ele teria imunidade mais baixa”, contou a mãe.

Até o final do ano passado, o menino não apresentava sintomas da doença. Um pedido de exames de rotina constatou que o número de plaquetas dele estava abaixo do considerado normal. “Eu levei um susto porque a médica já suspeitou que era leucemia. Em seguida ela pediu para ele fazer exames mais específicos”, relata a mãe.

Em 23 de dezembro, quase véspera de Natal, foi constatado que ele era portador de leucemia mielóide aguda. “A médica já mandou eu levar uma mala com roupas porque se o teste desse positivo ele ficaria internado”, conta Herselene. Em seguida o menino foi submetido ao primeiro ciclo da tão temida quimioterapia no Hospital Amaral Carvalho na cidade de Jaú.

Esperança

A mãe, bancária, teve que se afastar do emprego para dedicar sua atenção e amor ao filho. “Eu tirei todas as licenças e férias possíveis para dedicar meu tempo a ele. A quimioterapia é muito forte e às vezes ele tem muito vômito e diarreia”, conta a mãe.

O brilho nos olhos do menino esperto não dá margem a dúvidas, ele tem muita vontade de viver. Filho único, ele também é o único neto da vovó Rosalva Sanches. “Ele é uma alegria só. Enquanto esteve internado ele encantava a todos no hospital desde a faxineira ao cirurgião”, enfatiza a mãe.

Apesar da síndrome de Down, Gabriel é um menino normal. A diferença é que ele tem um pequeno atraso na fala. “Ele entente tudo. Sabe quais são os membros do corpo, animais, gesticula”.

Hoje a doença está estabilizada devido ao tratamento, entretanto ele precisa tomar quatro injeções medicamentosas subcutâneas que também fazem parte do controle da doença. “Eu peço ajuda porque ele é tudo pra mim. E se o doador não for compatível a ele pode ser a outra pessoa. Eu vou tentar promover uma campanha entre os amigos de onde trabalho”, pede a mãe com lágrimas nos olhos.

Herselene relatou que quando estava no processo de gravidez de Gabriel, o local onde trabalha desenvolveu uma campanha de doação de medula óssea. “Eu até queria doar, mas não podia por causa da gravidez”, relatou.

Quando o menino nasceu ela ainda pensou em guardar o cordão umbilical em caso de precisar futuramente de um tratamento com células-tronco. “Eu pensei em guardar mas aqui não tinha um órgão que recolhesse e armazenasse para utilizar futuramente”, justifica.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Hemoal reforça campanha para doadores

O Hemocentro de Alagoas (Hemoal) realiza nesta quinta-feira (27) mais uma campanha para aumentar o número de alagoanos cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A ação irá acontecer no Centro Cultural e de Exposições de Maceió, Ruth Cardoso, em Jaraguá, das 8h às 17h.

Para se cadastrar, o voluntário deve ser maior de 18 anos, ter boa saúde e portar um documento de identificação com foto, segundo especificação do Ministério da Saúde (MS). A doação de Medula Óssea, que é um procedimento simples e que não traz seqüelas, pode salvar pacientes vítimas da leucemia, aplasia, mieloma múltiplo e linfoma.

Para isso, é coletado 5ml de sangue, irá ser analisado em laboratório, para aferir a compatibilidade genética com os pacientes cadastrados no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme). “Como a probabilidade de encontrar um doador compatível com um paciente é semelhante a uma loteria, já que apenas um em cada 100 mil brasileiros é compatível com um paciente, temos que aumentar o número de pessoas cadastradas no Redome”, frisa a diretora do Hemoal, Verônica Guedes.

Transplante - Caso seja encontrado um paciente com as mesmas características genéticas do doador, ele é convocado para repetir os exames e, posteriormente, é submetido ao procedimento que resultará no transplante. O procedimento é realizado por meio de uma pequena intervenção cirúrgica nos ossos da bacia – realizada em aproximadamente 90 minutos –, onde é aspirada à medula óssea, sem causar comprometimento à saúde do doador.

Os interessados em se cadastrar no Redome também podem comparecer à sede do Hemoal, localizada no bairro Trapiche, em prédio anexo ao Hospital Geral do Estado (HGE). O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h e, aos sábados, das 8h ao meio dia. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone 3315-2109 ou do e-mail hemoal@saude.al.gov.br

Drica Moraes fará transplante de medula

A atriz Drica Moraes, que desde fevereiro descobriu estar com leucemia, vai fazer um transplante de medula óssea, segundo a revista "Contigo!". A cirurgia será em duas semanas no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde trabalha o irmão da atriz, o médico Eduardo Moraes Rego Reis, que atua na área de pesquisas sobre câncer.

Drica já teve outra boa notícia recentemente, quando descobriu que seu corpo reagiu bem à quimioterapia e que estava praticamente curada.

"Ela está muito bem amparada. Tem algumas restrições, mas está aproveitando esse tempo da melhor forma antes de fazer o transplante. O pior já passou", disse uma amiga da atriz à revista.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Campanhas externas reforçam estoque de sangue

Da Redação
Agência Pará

Para reforçar estoque técnico de sangue da Fundação Hemopa, a Gerência de Captação de Doadores (Gecad) está fortalecendo e ampliando parcerias para realização de campanhas externas em vários pontos da cidade. Nesta quinta-feira (29), a unidade móvel de coleta externa do hemocentro está na Universidade do Estado do Pará (Uepa), de 8h às 15h. A ação faz parte da programação da III Jornada Estadual de Saúde do Trabalhador, promovida pelo Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador.

Na ocasião será realizado cadastro para doação de medula óssea.Essa mesma ação também está sendo efetivada na Secretaria de Saneamento, de 8h às 15, com doação de sangue e cadastro de medula.

Nesta sexta-feira (30), será a vez de alunos, corpo docente e comunidade próxima da Escola Adventista de Icoaraci, fazer doação de sangue e inscrição para cadastro de doadores de medula óssea, de 8h às 13h.

Nos dias 11 e 12 de maio haverá ação estratégica com cadastro de medula e doação de sangue, em parceria com o Hospital de Clínicas "Gaspar Viana", de 8h às 19h. A atividade faz parte do desenvolvimento do programa de "Captação Hospitalar", que tem a finalidade de incentivar esses atos solidários em familiares de pacientes e comunidade atendida pelo estabelecimento de saúde.

Segundo a titular da Gecad, Juciara Farias, as campanhas externas são ações preventivas para incrementar o banco de sangue do hemocentro para garantir atendimento transfusional à rede hospitalar pública e privada do Estado. "Detectamos uma leve redução no nosso estoque de sangue. Para evitar eventual prejuízo ao serviço, saímos para rua com nossas unidades em parcerias com instituições de todas as esferas", comentou, ressaltando a extrema importância da contribuição da sociedade civil organizada para manutenção da qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelo Hemopa.

Quem pode doar sangue - Qualquer pessoa saudável, com idade entre 18 e 65 anos e peso acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade. Com a doação são realizados exames para diversas doenças, entre elas Aids, sífilis, doença de chagas, hepatites, HTLV I e II, além de tipagem sanguínea. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses. Para doar sangue não é preciso estar em jejum. O doador deve estar bem alimentado.

O Hemopa espera por você na travessa Pe. Eutíquio, 2109. Funcionamento para coleta: de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados de 7h30 às 12h30. Maiores informações pelo fone: 08002808118 ou pelo site: www.hemopa.pa.gov.br

Vera Hojas - Fundação Hemopa

terça-feira, 27 de abril de 2010

Criança com leucemia fica sem remédio fornecido pelo Estado


Mesmo após ganhar direito ao medicamento na Justiça, menina sofre com desabastecimento e doença piora
POR CLARISSA MELLO

Rio - Aos 13 anos, a menina Luana Fagundes Cardoso já enfrenta problemas graves. Vítima de leucemia, desde 2008 ela precisa do medicamento Glivec (Mesilato de Imatinib), indicado para o controle da doença. Para conseguir que o estado fornecesse o remédio, a mãe da menina, a auxiliar de enfermagem Aline Nery Fagundes, 35, teve que entrar na Justiça. Mesmo assim, o produto não está sendo entregue pela Secretaria de Estado de Saúde.

“Fui na farmácia do Estado no dia 12, data marcada para pegar as caixas do remédio, mas disseram que não tinha, que era para eu voltar outro dia. Desde então, voltei mais duas vezes e não consegui nada. Não me deram nem explicação”, contou Aline após retornar novamente da central de medicamentos do Estado, ontem pela manhã, mais uma vez sem sucesso.
Cada caixa de Glivec de 400mg custa cerca de R$ 10 mil por mês. Luana precisa de duas por mês. Se fosse comprar o medicamento, a família gastaria R$20 mil mensalmente. Ao ano, são R$ 240 mil.
“Não tenho esse dinheiro, por isso tive que recorrer à Justiça. Mesmo assim, está difícil”, contou Aline, ressaltando que a filha está sem o medicamento há 15 dias. “Os exames dela já estão sofrendo alterações. Ela precisa disso para sobreviver”, disse a mãe.

Não é de hoje que os pacientes que necessitam do Glivec volta e meia sofrem com o desabastecimento. Como O DIA noticiou em 5 de março de 2009 e, antes, em 3 de dezembro de 2008, mesmo com ordem judicial os pacientes muitas vezes ficam sem o medicamento, fazendo com que a doença progrida. No caso de Luana, já é a terceira vez que ela sofre com a falta do mesmo remédio.

“Já não sabemos a quem recorrer, já que nem com a ajuda da Justiça sabemos se vamos conseguir o remédio para a criança”, lamentou Aline.

Por nota, a Secretaria de Estado de Saúde disse que o estoque do medicamento Glivec foi normalizado e que a paciente já pode fazer a retirada do produto. O órgão ressaltou que o novo lote adquirido chegou na última terça-feira, dia 20, mas que, “em função do feriado prolongado” só ontem à tarde a farmácia foi reabastecida. A secretaria não explicou o motivo da falta do remédio.


Dois novos produtos a preço popular

Em meio a tantos problemas com falta de medicamentos, uma boa notícia: o Ministério da Saúde anunciou ontem a inclusão de dois remédios no programa ‘Aqui Tem Farmácia Popular’, que vende medicamentos com desconto de até 90%.

A partir de maio, farmácias conveniadas estão autorizadas a vender as substâncias sinvastatina, usada no combate ao colesterol ruim, e insulina, para o controle da diabetes. Atualmente, o programa já oferece 12 remédios contra diabetes, além de anti-hipertensivos e anticoncepcionais.
“Estamos ampliando o acesso a remédios essenciais para tratar doenças crônicas e frequentes na população. É mais uma forma de assegurar o atendimento integral à saúde do paciente, reduzindo os custos para ele”, disse o ministro José Gomes Temporão.

O programa possui cerca de 11 mil drogarias conveniadas, que atendem a cerca de 118 milhões de brasileiros.

Descoberto novo alvo no tratamento da leucemia

Investigadores norte-americanos dizem ter identificado um grupo de moléculas que mantêm as células da leucemia aguda vivas e, por isso, podem ser um alvo no tratamento da doença, noticia o site UPI.com.

Os cientistas da Ohio State University dizem que os resultados sugerem uma nova estratégia para o tratamento da leucemia mielóide aguda.

A equipa descobriu uma rede de proteínas e moléculas microRNA que, quando desequilibrada, contribui para a concentração anormal da proteína KIT. Isto, por sua vez, favorece o desenvolvimento da leucemia.

"Acreditamos que a redução da quantidade da proteína será uma terapia mais eficaz para esta doença, do que o actual padrão de tratamento", disse o Dr. Guido Marcucci, professor de medicina interna, que co-liderou o estudo.

"Descobrimos que a quantidade da proteína KIT nas células cancerosas é controlada por uma rede circular de moléculas que tem muitos pontos de entrada", disse o co-líder do estudo Dr. Ramiro Garzon.

"Estes resultados trazem uma forte razão para o uso e desenvolvimento de fármacos direccionados aos componentes desta rede, ao invés de focar apenas na actividade da KIT”, explicaram os cientistas.

O estudo foi publicado na Cancer Cell.

170 dadores salvam vida a doentes

Cento e setenta portugueses salvaram a vida a outros tantos doentes de leucemia ao doarem medula óssea – células do sangue retiradas da veia do braço. Metade dos doentes são estrangeiros, oriundos de vinte países de quatro continentes.

Um em cada dois doentes cura--se após o transplante, e a taxa de sucesso depende da fase da doença e da idade do doente.

O número de dadores portugueses tem vindo a aumentar todos os anos, e hoje são cerca de 210 mil. Desses, há 170 compatíveis com alguém doente. Há oito anos só existiam 1377 dadores. Foi o ano da fundação da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), grande impulsionadora da doação da medula em Portugal.

A divulgação de casos de doentes, em especial crianças, tem vindo a mobilizar a população.

Manuel Abecassis, hematologista do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, considera que os apelos são importantes mas não são os únicos momentos de mobilização. "Os apelos emocionais recrutam muita gente, mas podem implicar o risco de as pessoas deixarem depois de estar motivadas."

O aumento de dadores obrigou à contratação de mais profissionais – enfermeiros, analistas, psicólogos, técnicos – que trabalham no registo de dadores e nos três centros de histocompatibilidade.

Como o Governo limita as contratações dos funcionários públicos, este problema levou a APCL a ajudar a pagar as despesas com os recursos humanos e os custos dos exames da tipagem genética do dador. Cada exame custa 110 euros. Em 2008 e 2009 a APCL pagou cerca de 320 mil euros.

O Serviço Nacional de Saúde assume as despesas e paga os 25 mil euros que custa cada exame quando é encontrado um dador compatível.

Duarte Lima, da direcção da APCL, afirma que a associação não recebe dinheiros públicos. "O nosso financiamento vem do patrocínio das empresas, das receitas dos espectáculos e também das quotas dos sócios [30 euros por ano]. Temos cerca de 400 associados."

CASOS QUE EMOCIONAM PORTUGAL

MARTA RAMOS

Marta Ramos, 5 anos, realizou um transplante de medula óssea a 23 de Setembro último. A menina de Oeiras está a evoluir bem, pelo que as deslocações regulares ao IPO de Lisboa visam a realização de análises e apreciação da medicação.

CARMEN PINHEIRO

Carmen Pinheiro,de 4 anos, já encontrou um dador de medula compatível. No entanto, continua a realizar sessõesde quimioterapia.De acordo com a mãe, Bela Nascimento, só daquia dois meses sesaberá qual a data do transplante.

AFONSO COUTO

A espera é longae a família de Afonso Couto, 6 anos, continua a fazer de tudo para conseguir encontrar um dador compatível através de campanhas de recolha, realizadas por todo o País. A criança continua no IPOdo Porto.

TERESA BRISSOS

A jovem, que na última semana fez 18 anos, continua em tratamento à espera de um dador. No sábado, a campanha ‘Derrotar a Leucemia’ promove, no certame Ovibeja, em Beja – cidade onde reside – mais uma recolha de sangue de potenciais dadores.

SOFIA FONSECA

Ainda não foi encontrado um dador de medula óssea para Sofia, 10 meses, que sofre de leucemia. A bebé continua em tratamento e com a quimioterapia houve redução de glóbulos brancos. "É uma espera angustiante", diz a mãe.

TESTES SANGUÍNEOS PODEM PREVER RESULTADOS NO TRATAMENTO

A realização de um teste sanguíneo completo pode ajudar a prever os resultados do tratamento da leucemia, segundo investigadores norte-americanos. "Com a contagem absoluta de linfócitos podemos definir quais os pacientes que sofrem risco de uma recaída", disse o investigador Patrick McKay, do Hospital Oncológico de Pediatria de Houston, no Texas, EUA, aquando da revelação do estudo.

APONTAMENTOS

QUARTO PAÍS DE DADORES

Com 17 dadores por milhão de habitantes, Portugal é o quarto país após Israel (83), Alemanha (46) e EUA (19).

80% COMPATÍVEL

Cerca de 80% de todos os doentes têm, pelo menos, um potencial dador compatível.

ESPANHÓIS DECIFRAM QUATRO GENOMAS

Vinte cientistas espanhóis do Hospital Clínic de Barcelona e da Universidade de Oviedo decifraram os cinco primeiros genomas completos de doentes com leucemia linfática crónica. É o primeiro passo para desenvolver novas estratégias de diagnóstico e de tratamento para combater este tipo de cancro. Os primeiros resultados foram publicados na revista ‘Nature’ pelo Consórcio Internacional do Genoma do Cancro, plataforma que reúne 200 cientistas de todo o Mundo.

DISCURSO DIRECTO

"PORTUGUESES REQUISITADOS", Manuel Abecassis, Hematologista do IPO de Lisboa

Correio da Manhã – Cento e setenta dadores compatíveis é um número satisfatório face aos 210 mil portugueses inscritos como dadores?

Manuel Abecassis – O número é excelente, e o registo de dadores nacionais é dos mais requisitados no mundo inteiro.

– Porque é que os portugueses são os dadores mais requisitados? São mais compatíveis?

– Portugal tem contribuído fortemente para o movimento solidário de doar medula e os estrangeiros têm beneficiado com a compatibilidade dos portugueses devido ao aspecto genético, porque sempre se dispersaram pelos quatro cantos do mundo.

– Os portugueses também recebem medula óssea de estrangeiros?

– Claro, ainda hoje [ontem] transplantei uma jovem que recebeu medula de França.

BRASIL: ACTRIZ INTERNADA

A actriz brasileira Drica Moraes, que luta contra uma leucemia mielóide aguda, voltou a ser internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, onde faz quimioterapia desde Fevereiro

REINO UNIDO: INESPERADO

Maddox, um menino inglês de três anos, foi submetido de urgência a sessões de quimioterapia em Cambridge. Pais detectaram dois caroços após lhe raparem o cabelo num corte radical

ALIMENTOS: VINHO E TOMATE

A salsa, o molho de tomate e o vinho tinto, alimentos ricos em apigenina, podem ajudar a combater a leucemia, segundo um estudo da Universidade de Groningen, na Holanda




Cristina Serra/João Saramago

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Morre Minuca, ex-zagueiro do Palmeiras

Defensor na época da Academia de Futebol foi vítima de leucemia

O ex-zagueiro Hermínio de Oliveira Filho, o Minuca, que defendeu o Palmeiras entre 1965 e 1972, morreu aos 66 anos, vítima de leucemia, em São Paulo. Pelo Alviverde, ele disputou 194 jogos, conquistando o Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1967 e 1969, a Taça Brasil de 1967, o Campeonato Paulista de 1966 e o Ramon Carranza, em 1969.

Minuca deixou quatro filhos e oito netos. O enterro será nesta sexta-feira, no cemitério Chora Menino, em São Paulo.

GLOBOESPORTE.COM
São Paulo

Arzerra® recebe aprovação na UE para tratar leucemia

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) deu o seu aval para a utilização do Arzerra®, da GlaxoSmithKline (GSK) e da Genmab, como tratamento para a leucemia linfocítica crónica refractária (LLC), avança o site PharmaTimes.

O Arzerra® (ofatumumab) foi aprovado pela FDA (Food & Drug Administration) em Outubro do ano passado.

Esta semana as companhias confirmaram que o fármaco recebeu uma autorização condicional de comercialização na Europa para a LLC, mas apenas para os 25% de pacientes que não respondem à terapia padrão com o Campath® (alemtuzumab), da Genzyme, ou o quimioterápico fludarabina.

Sob as condições associadas a este tipo de autorização, a GSK será obrigada a apresentar novos dados sobre o Arzerra® à EMA.

O fármaco é um anticorpo monoclonal que activa o próprio sistema imunológico para lutar contra as células normais e cancerosas.

Quase todos os pacientes com leucemia linfocítica crónica têm uma recaída e, por isso, continua a ser uma doença incurável, observou a GSK.

Os doentes com formas refractárias da doença têm opções terapêuticas limitadas e resultados pobres. E o prognóstico para os pacientes que não podem tomar fludarabina e alemtuzumab é muito pobre, com uma sobrevida mediana de oito meses.

"Porque a LLC é uma doença que continua a voltar cada vez que é tratada, prolongar a vida dos pacientes significa encontrar novos tratamentos que funcionem quando os outros falharam. O ofatumumab faz exactamente isso, e é isso que o torna tão importante para os pacientes com LLC", disse o professor de hematologia Andrew Pettitt, do Liverpool Cancer Research UK Center.

Bancos de sangue pedem doações mesmo nos feriados

Os bancos de sangue em São Paulo e no Rio de Janeiro estão abertos para doações nesta quarta-feira (21), feriado de Tiradentes. Durante esses dias de folga a quantidade de doadores diminui, provocando redução nos estoques de sangue cerca de um a dois dias depois.
De acordo com a médica Sandra Esposti, da Fundação Pró-Sangue de São Paulo, o bom fluxo de doadores nesta quarta-feira surpreendeu, pois se manteve estável em comparação aos últimos dias.

- Nos feriados a gente espera que as pessoas viajem e não venham. De qualquer forma, o estoque de sangue da fundação está baixo, porque nesta semana não houve muitos doadores.

No Rio de Janeiro, todas as cinco unidades do Inca (Instituto Nacional do Câncer) estão funcionando com a reserva de seus estoques de plaquetas, componente importante em casos de transplante de medula óssea ou quando o paciente sofre alguma intervenção cirúrgica.

De acordo com Flávia Azevedo, médica do Inca, diferentemente das plaquetas, o estoque de hemácias está razoável para esta quarta-feira.

- Mas em épocas de feriados sempre estamos precisando de doações [para abastecer os bancos].
Para doar plaquetas é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 65 anos, não fazer uso de ácido acetil salicílico (AAS, componente de diversos analgésicos, como a aspirina) e pesar mais de 50 quilos. Além disso, o voluntário precisa ter doado sangue no Inca nos últimos seis meses. O procedimento dura cerca de uma hora e meia.
Segundo a assistente social do Inca, Carla Savedra, responsável pela captação das doações, é muito importante a doação contínua das plaquetas, porque o tempo de uso é pequeno.

- As plaquetas só podem ser utilizadas até cinco dias após a doação. Por isso é importante as pessoas doarem sempre.

Município de Rondônia bate recorde em doadores voluntários de medula óssea

Em Ji-Paraná foram cadastrados 10.315 doadores voluntários. Campanha vai percorrer todo Estado

A campanha realizada por uma equipe Hospital do Câncer de Barretos (HCB) e o Grupo de Apoio aos Portadores de Câncer de Ji-Paraná (GAPC) conseguiu cadastrar 10.315 doadores voluntários de medula óssea. Segundo informações da assistente social e coordenadora da campanha, Naima Khatib, este número de doadores de Ji-Paraná é recorde brasileiro.

O Estado de Rondônia está em segundo lugar entre os demais a enviar pacientes com câncer para tratamento no HCB. O medo, a falta de incentivo e de conhecimento em relação ao processo de doação contribui para que algumas pessoas decidam por não ser doador. Com as campanhas a população desmistifica cada vez mais as informações errôneas que são divulgadas no boca a boca e adere a esta grande causa.

Campanha
Uma semana inteira de muito amor, solidariedade e compromisso com o próximo. Essa foi a lição deixada pelo povo ji-paranaense ao abraçar a causa daqueles que necessitam de um transplante. Engajados de corpo e alma, a população tanto colaborou trabalhando voluntariamente nos pontos de coleta, como também doando vida ao realizar o cadastro para ser um doador de medula.

A cidade que anteriormente havia chegado mais próximo a 10 mil doadores foi Piracicaba (SP), com 9.700 cadastros com o mesmo tempo de campanha. Porém, ao considerarmos que Piracicaba tem, segundo senso de 2009 do IBGE tem 368.843 habitantes, percebemos ainda mais o resultado do empenho e compromisso do povo ji-paranaense, pois, segundo último senso do IBGE, a nossa população é de 111.010 habitantes.

“A nossa campanha foi um completo sucesso. Agradecemos a Secretaria Municipal de Saúde, Maçonaria, Gapc e a todos os voluntários pela parceria e compromisso”, disse Naima.

Estatisticas

Em Rondônia o HCB já realizou campanha em Vilhena (6.002 doadores), Rolim de Moura (3.840), Colorado do Oeste (1.760 doadores), Cerejeiras (1.946 doadores) e Cacoal (6.610). No próximo mês de maio a equipe de Barretos voltará a realizar a campanha retomando a partir de Alta Floresta, Pimenta Bueno e Ministro Andreaza, seguindo depois para o norte do Estado.

“Estamos muito felizes com o resultado de todo o Estado, principalmente de Ji-Paraná, estou impressionada com a solidariedade do povo daqui. Ser um doador de medula é doar vida. Quando um paciente necessita do transplante de medula é porque não há outro tratamento que possa salvar sua vida, ele depende exclusivamente de encontrar uma pessoa compatível. Infelizmente ainda é muito difícil achar um doador fora da família, por isso é importantíssimo que o maior número possível de pessoas esteja cadastrada”, explicou Naima.

Segundo Silvia Cristina Amâncio Chagas, coordenadora do HCB em Ji-Paraná e membro fundadora do GAPC, a pretensão é que haja um ponto fixo de cadastro de doadores no município. “Agradecemos a todos pela participação e colaboração na campanha, pudemos contar com cerca de 250 voluntários, essenciais para alcançar todo esse sucesso. Agora vamos trabalhar com objetivo de conseguir instalar um local de cadastro permanente para que todos aqueles que ainda não puderam realizar o cadastro o façam”, salientou Silvia.


Informações e foto da Prefeitura de Ji-Paraná

Torcedor do ABC necessita de doações de sangue

O torcedor Ademir Júnior, frequentador assíduo dos jogos do ABC no estádio Frasqueirão está internado na Promater, com suspeita de ser portador de Leucemia, e necessita de doações de sangue de todos os tipos. As doações podem ser feitas em seu nome no Hemovida ou no Hemonorte.

Ademir se diz grato pelas ajudas que vem recebendo. "Fico emocionado e grato por ver isso da minha "Família Alvinegra". Espero a colaboração de vocês e de todos, para que em breve eu volte a minha casa, o Frasqueirão".

Para realizar doações, basta comparecer em um dos locais de coleta e doar em nome de Ademir Francisco da Silva Júnior. Para mais informações, os telefones para contato são (84) 9168-3867 e (84) 8879-2830.


Fonte: Site do ABC

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Limeira recebe campanha de medula óssea; cadastramento começa na 2ª feira

A campanha de cadastramento de medula óssea “Eu amo a Vida”, promovida pelo Hospital do Câncer de Barretos, em parceria com a Assembléia Jardim das Acácias e Capítulo DeMolay, será realizada pela segunda vez em Limeira. Este ano, a ação acontecerá entre os dias 19 e 24 de abril, incluindo o feriado da próxima quarta-feira, 21 de abril.

Em 2008, quando foi realizada a primeira edição no município, a campanha somou, em apenas dois dias, 5.338 cadastros. Segundo o presidente do Capítulo DeMolay, Victor Hanna, este número surpreendeu a equipe organizadora.

Da ação de 2008 a campanha registrou quatro limeirenses compatíveis para doação. Para a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Luciana Sousa Gonçalves, o período da campanha, que este ano será de seis dias, facilitará a participação.

“Os números da campanha de 2008 nos mostram que a probabilidade de conseguir um doador é rara. Por isso, a população contará este ano com um período maior para o cadastramento. É importante que todos participem, pois esse gesto pode salvar muitas vidas”, reforça ela.

A campanha conta com o apoio da Secretaria Municipal da Saúde na impressão de folhetos e cartazes, fortalecendo o incentivo ao gesto solidário da doação.

Cadastro

Para o cadastramento, a pessoa deverá ter entre 18 e 55 anos, não ser portador do vírus HIV e não ter sido ou estar submetido a tratamentos com radioterapia ou quimioterapia. Preenchidos os critérios, será necessário fornecer o número do CPF, do RG e de um telefone.

Em seguida, uma equipe de enfermeiros coletará uma pequena amostra de sangue a ser enviado ao Hospital de Barretos, que faz a tipagem do DNA para cruzá-la com os dados do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), local em que ficam registrados os pacientes que aguardam a doação. O Redome é coordenado pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer). Para a coleta, não é necessário estar em jejum.

Caso a pessoa cadastrada tenha a compatibilidade esperada, será submetida a exames clínicos para a confirmação do bom estado de saúde. Para se tornar um doador não há exigência quanto à mudança de hábitos ou alimentação. A doação da medula óssea é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e não causa qualquer comprometimento à saúde.

Onde se cadastrar

Para abranger toda a população, a equipe organizadora dividiu os seis dias de campanha entre os pontos de cadastramento. Confira a data e o local correspondente:

Dia 19 - das 18h30 às 22h30

- Isca - Instituto Superior de Ciências Aplicadas

Endereço: Via SP 147, Limeira-Piracicaba, KM 04, Cruz do Padre

Dia 20 - das 18h às 22h30

- Faal (Faculdades de Administração e Artes de Limeira)

Endereço: Av. Carlos Kuntz Busch, 800 (antigo Limeira Shopping)

- Faculdades Integradas Einsten

Endereço: Rua Jatobá, 200, Vila Queiroz

De 21 a 24 - das 10h às 20h

- Supermercado Sempre Vale Prada

Endereço: Av. Com. Agostinho Prada, 1737, Vila San Marino

- Supermercado Enxuto

Endereço: Rua Com. Vicente Leone, 200, Jd Nossa Senhora de Fátima

Dia 22 - das 18h30 às 22h30

- Escola Técnica Trajano Camargo

Endereço: Rua Tenente Belizário, 439, Centro

De 22 a 24 - das 8h às 17h

- Praça Toledo Barros

Dia 24 - das 10h às 20h

- Shopping Pátio Limeira

Endereço: Rua Carlos Gomes, 1321, Centro

Uso das células-tronco revoluciona a medicina

Uso das células-tronco revoluciona a medicina

Uso das células-tronco revoluciona a medicina

Uso das células-tronco revoluciona a medicina

Uso das células-tronco revoluciona a medicina

O Globo Repórter mostrou no dia 16/04/2010 uma revolução que está mudando a medicina: o uso das células-tronco. Como esse tratamento age no combate às doenças que antes eram incuráveis?

Você sabia que o dente de leite das crianças é um banco de células-tronco? Como vive hoje a menina brasileira que se curou da leucemia com o tratamento das células-tronco?

Você vai descobrir que já é possível reduzir rugas e rejuvenescer o rosto sem cirurgia.

Veja como as células-tronco são capazes de devolver a visão a quem está ficando cego e até livrar adolescentes dos males do diabetes.


Veja mais

quarta-feira, 14 de abril de 2010

São Sebastião: começa amanhã campanha de doação de medula óssea na cidade

Palestra de conscientização abrirá a campanha, no sábado serão feitas as inscrições
As Secretarias de Saúde e Educação de São Sebastião em parceria com o Hemocentro da Faculdade de Medicina de Marília começa amanhã (14) campanha de doação de medula óssea. A abertura da campanha será às 19h no Teatro Municipal, com palestra informativa, sobre a importância de ser um doador e de como se cadastrar na campanha.

A palestra será ministrada pelo coordenador da campanha, Dr. David Benetti. No sábado (17), das 8h às 17h, acontece o cadastramento dos interessados, com a coleta de material. O cadastro deve ser feito na Escola Municipal de Ensino Infantil Chapeuzinho Vermelho, bairro São Francisco. Segundo a Secretaria de Saúde a intenção é cadastrar o maior número possível de doadores, a fim de aumentar as chances dos pacientes que necessitam de transplante e que dependem da compatibilidade da medula.

No momento em que as pessoas fizerem seu cadastro será feita coleta de amostra de sangue, que irão para o Hemocentro da Faculdade de Medicina de Marília, para estudos e banco de dados. Para participar do cadastramento, com a realização da coleta de material, não é necessário estar em jejum.

Os interessados devem ter de 18 a 55 anos, sem limite de peso, abrangendo grávidas também. Apenas portadores do vírus HIV, pessoas que tiveram hepatite e passaram por exames de radioterapia e quimioterapia, não poderão se cadastrar.

Maioria dos brasileiros nunca ouviu falar do linfoma

Um estudo realizado pelo Instituto DataFolha em dez capitais brasileiras revela que mais de metade da população ainda não ouviu falar do quinto tipo de cancro mais frequente no mundo: o linfoma, noticia o site Bibliomed.


Quando perguntados se já ouviram falar sobre a doença, somente 49% afirmaram que sim.


Em 2008, o mesmo estudo mostrava que 66% da população nunca tinha ouvido falar deste cancro, que ocorre no sistema linfático, um dos responsáveis pela defesa natural do organismo contra as infecções.


Isto mostra um aumento de 15% no número de pessoas que já conhecem a doença. Além disso, o conhecimento sobre os sintomas da doença também aumentou: em 2008, 89% das pessoas que sabiam o que era o linfoma não conheciam os sintomas; e, no estudo actual, essa percentagem baixou para 71%.


“Além de campanhas de consciencialização realizadas por associações médicas, o facto da então Ministra da Casa Civil e actual candidata à presidência, Dilma Roussef, ter sido diagnosticada com a doença foi importante para que os seus sintomas tenham sido disseminados pelos media, gerando maior conhecimento”, afirma a médica Adriana Scheliga, do Instituto Nacional de Câncer do Brasil (Inca).


Outro dado importante do estudo é que, assim como em 2008, 66% dos entrevistados acreditam que a leucemia é um cancro mais frequente do que os linfomas.


“Esta percepção é equivocada, pois muitos estudos afirmam que os linfomas são até seis vezes mais frequentes do que a leucemia”, completa a especialista. De acordo com dados do Inca, são mais de 3 mil mortes por ano por causa da doença, o que corresponde a uma média de oito óbitos por dia.


Falta de informação


Apesar do aumento no conhecimento sobre a doença, o público ainda sente falta de informações gerais sobre o linfoma.


Em 2008, 27% das pessoas queriam saber mais sobre a doença, enquanto que no estudo actual este número sobe para 32%. Cerca de 23% querem saber qual é a causa e como se desenvolve, enquanto 21% querem saber mais sobre os sintomas da doença.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vista suas Asas - Fotos da Primeira Caminhada de Apoio ao Portador de Doenças Raras”

Promovida por entidades de pacientes, Industria Farmacêutica, Governo e Sociedade Civil no “DIA MUNDIAL DE DOENÇAS RARAS” a realizar-se em 28 de fevereiro de 2010, em São Paulo com repercussão em todo o pais

A organização no Brasil l vem através da Fundação GEISER (Grupo de Enlace, Investigacion y Soporte de Enfermedades Raras de Latino America) que é uma organização não governamental Latino-americana, membro mutuo da EURORDIS (European Organization for Rare Diseases) e NORD (National Organization for Rare Diseases).












Teresópolis - UPA terá o nome de Nathan

Patrícia Garcia, mãe de Nathan, emocionada: esperança de que a UPA atenda a necessidade da população de forma carinhosa e representando o que o jovem foi

Jovem que mobilizou Teresópolis na doação de medula óssea será homenageado.

Foi definido nessa segunda-feira pela prefeitura que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) terá o nome de Nathan Garcia Leitão, como homenagem ao menino que mobilizou Teresópolis com campanhas de doação de medula e sangue. Sua mãe, Patrícia de Lima Garcia, visitou ontem, pela primeira vez, as instalações da unidade, que deve ser inaugurada em algumas semanas.

Nathan descobriu que sofria de leucemia crônica aos onze anos, e há dois foi símbolo de uma campanha para doação de medula que apresentou resultados nunca antes vistos no estado. O jovem conseguiu ser transplantado, mas quase dois meses após a cirurgia, não resistiu a uma infecção e faleceu, no dia 7 de janeiro deste ano, na UTI do Copa D’Or, no Rio de Janeiro.

De acordo com Patrícia, desde quando Nathan descobriu a doença, ele começou a planejar. O objetivo era um só: ajudar os que sofrem com o câncer, independente do tipo, oferecendo conforto a pacientes e familiares. Apesar de não ter conseguido realizar esses sonhos, seu nome será lembrado por muitos. “Não esperava pela homenagem, me sinto emocionada e quando soube até chorei. Tínhamos projetos de fazer algo para ajudar as pessoas, e pela internet muita gente até se ofereceu para ajudar a montar uma entidade de assistência a outras pessoas. Com a mudança da nossa história, no início do ano, esses projetos tiveram que mudar um pouco, mas vou continuar. E ele, onde estiver, estará também ajudando da sua forma”, comentou Patrícia.

Até alguns minutos antes de se encontrar com a equipe do O DIÁRIO, Patrícia não sabia o tamanho da unidade. Para ela, seria um posto de saúde ou algo semelhante, e ver que a UPA ajudará muito mais pessoas do que ela imaginava. “Aqui pode ser o começo de algo muito importante, o primeiro passo dos projetos que tínhamos. A UPA será algo importante para a população, e espero que realmente ajude. Não quero que seja só o nome dele na parede, o importante é a ajuda, a assistência e o suprimento da necessidade que temos na cidade”, ressaltou. Mas, segundo Patrícia, não é só a assistência médica que deve ser de boa qualidade: ela espera que seja transmitido o carinho e o amor que Nathan tinha pelo próximo. “Vou acompanhar, como mãe, como será a UPA porque quero que passe aquilo que ele me ensinou. Que seja algo mais próximo, carinhoso, não só na relação com os médicos mas entre as pessoas aqui dentro. Não quero que seja só o nome dele na parede, mas que represente o que ele foi”, comentou.

terça-feira, 2 de março de 2010

Drica Moraes responde bem ao tratamento contra a leucemia


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A atriz Drica Moraes, de 40 anos, diagnosticada com leucemia, responde bem ao tratamento e está confiante, segundo sua assessoria de imprensa.

Ela iniciou as sessões de quimioterapia no dia 13 de fevereiro e deve continuar internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Ainda de acordo com a assessoria da atriz, ainda não há previsão para que Drica deixe o hospital.


Campanha por doação de sangue

Logo que a atriz foi diagnosticada com leucemia, amigos de Drica criaram no Twitter uma campanha de doação de sangue para a atriz. Várias personalidades, entre elas Walcyr Carrasco, Pedro Neschling e Ivete Sangalo, escreveram no microblog: "Doem sangue para a atriz DRICA MORAES (Adriana Moraes Rego Schmidt) no Gávea Medical Center! É na Lagoa Barra, sangue B ou O".

A família da atriz agradeceu o empenho dos colegas, mas fez um alerta sobre a necessidade de um controle nas doações de sangue direcionadas a Drica.


"Muita gente já compareceu para doar sangue, mas não adianta todo mundo doar ao mesmo tempo, já que o sangue só dura quatro dias. Em virtude disso, a família e os amigos mais próximos vão reorganizar esse esquema de doação", disse a empresária da atriz, Fernanda Ribas.

Participação em novelas

Atualmente no ar no papel de Olívia, de "Alma Gêmea", da TV Globo, Drica Moraes também atuou em outras novelas como "Top Model", "Chocolate com Pimenta", "O Cravo e a Rosa", "Era uma Vez" e "Pé na Jaca". No cinema, um dos seus últimos trabalhos foi em “Os Normais 2”, de 2009, do cineasta José Alvarenga Jr.


Do G1, no Rio

Vista suas Asas Presente na Primeira Caminhada de Apoio ao Portador de Doenças Raras”


Promovida por entidades de pacientes, Industria Farmacêutica, Governo e Sociedade Civil no “DIA MUNDIAL DE DOENÇAS RARAS” a realizar-se em 28 de fevereiro de 2010, em São Paulo com repercussão em todo o pais.

Trata-se de evento, sem fins lucrativos e de grande importância social. A organização no Brasil l vem através da Fundação GEISER (Grupo de Enlace, Investigacion y Soporte de Enfermedades Raras de Latino America) que é uma organização não governamental Latino-americana, membro mutuo da EURORDIS (European Organization for Rare Diseases) e NORD (National Organization for Rare Diseases).

Estas organizações têm como modelo de trabalho reunir Governo, Sociedade Civil, Universidades e Empresas Farmacêuticas para discutir a melhora do bem estar de pacientes com doenças raras e suas famílias, apoiando a pesquisa, discutindo políticas públicas e cooperação internacional e usando os meios de comunicação para divulgação e conscientização da população em geral.

O evento esta sendo organizado pela Fundação GEISER, Grupo de Estudos de Doenças Raras , Instituto Canguru, Aliança Brasileira de Genética e FOPPESP –Com apoio de Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiente e Mobilidade Reduzida .

O QUE SÃO DOENÇAS RARAS?

As doenças raras são aquelas que afetam um pequeno número de pessoas na população geral.

São conhecidas cerca de sete mil doenças raras e afetam entre seis a oito por cento da população mundial. A lista destas doenças e seu número variam em cada país.

A maioria das doenças raras – 80% – é de origem genética. Existem ainda doenças raras de origem infecciosa (bacteriana ou viral), alérgica e profissional.

O diagnóstico das doenças raras, muitas vezes é feito tardiamente, pois o conhecimento sobre elas é pouco tanto na sociedade como na própria comunidade médica. Há pouca investigação, falta de verbas e o desenvolvimento de medicamentos para um número limitado de doentes, necessita de altos investimentos em pesquisa.

Exatamente por sua peculiaridade o dia 29 de fevereiro é o “Dia Mundial de Doenças Raras”.Em 2010, como em todo ano que não é bissexto, este dia “raro” não ocorrerá e assim mundialmente ele é comemorado no dia 28. Estaremos, nesse dia, reunindo todas as entidades, academia, governo e imprensa para sensibilizar a comunidade com relação a este tema tão desconhecido.

O local escolhido em São Paulo é o Parque da Juventude onde a própria arquitetura e disposição geográfica nos permite realizar um encontro com as proporções que pretendemos.

O evento será organizado com caminhada, workshops, manifestações culturais, feira organizada pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiente e Mobilidade Reduzida, Shows, atividades lúdicas e esportivas .

Dra.Cecilia Micheletti

Delegada Brasileira da Fundação GEISER

Diretora Instituto Canguru

Coordenadora Cientifica Grupo de Estudos Doenças Raras

www.doencasraras.com.br

http://estudandoraras.blogspot.com

estudandoraras@hotmail.com

Mortes por leucemia caem quase 10% no Centro-Oeste


A taxa de mortalidade por leucemia em crianças e adolescentes apresentou redução de quase 10% no Centro-Oeste nas últimas décadas, enquanto a média de redução nacional ficou em 6,3%. Os dados são do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Os avanços no tratamento e o diagnóstico precoce são apontados pelo Instituto como a causa da redução das mortes em crianças e adolescentes das regiões Sul e Sudeste, além do Centro-Oeste.

Nessa região, a queda nas estatísticas de mortes por leucemia na faixa de zero a 18 anos registrada entre 1979 e 2005, foi de 9,9%.

Já nas regiões Norte e Nordeste, os números cresceram mais de 80%. Entretanto, esse aumento é atribuído à melhoria no diagnóstico e na notificação dos casos.

Em MS, trabalho contra a doença é feito pela AACC-MS (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer), por meio da Casa de Apoio e do Hospital Regional. Pela entidade, é oferecido o suporte para que as instituições consigam bons resultados na melhoria do combate ao câncer.

Doença - A leucemia é provocada pelo acúmulo de células anormais na medula óssea. Ela provoca sintomas como anemia e gânglios inchados no pescoço e nas axilas. O tratamento é feito com quimioterapia e transplante.

Esse é o tipo de câncer que mais mata pacientes com idade entre zero e 18 anos, mas também é considerado o mais curável.

Dados do Inca apontam que 34,5% das mortes por câncer em pacientes de zero a 18 anos ocorridas entre 2001 e 2005 foram causadas por leucemia.

Cassilandia/MS

Drica Moraes está com leucemia



A atriz Drica Moraes, 40, foi diagnosticada com leucemia, conforme informou sua empresária, Fernanda Ribbas. Ela foi internada na última quarta-feira (10) e já deu início ao tratamento de quimioterapia. De acordo com a assessoria da artista, a doença foi descoberta recentemente. Drica Moraes realizará o tratamento no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde está internada desde quarta. Ainda segundo Fernanda Ribbas, a família da atriz está acompanhando o tratamento de perto. Ainda não há previsão de alta. Em 2009, Drica adotou um filho, Mateus, de 1 ano. Os últimos papeis da atriz na TV Globo foram nas minisséries “Queridos Amigos” (2008) e “Decamerão – A Comédia do Sexo” (2009).

ONGs apoiam retaliação e indústria teme prejuízos

Grupos que defendem a ampliação do acesso aos medicamentos manifestaram ontem apoio a uma eventual retaliação do governo brasileiro contra os EUA no setor de medicamentos. E reivindicaram que drogas contra a aids e o câncer devem estar entre as prioridades, caso o País realmente adote o mecanismo.

Pelo menos 18 medicamentos de alto custo usados no Sistema Único de Saúde poderiam entrar na retaliação, exemplificou uma das ONGs envolvidas no debate.

A indústria farmacêutica de pesquisa (Interfarma), porém, divulgou nota na qual apela para que o Brasil busque outras soluções e anunciou eventuais prejuízos a investimentos no País, se a medida for adotada. Procurado, o Ministério da Saúde informou que não se manifestaria e ainda não tem uma lista de drogas que poderão ser abrangidas pela eventual retaliação.

De acordo com Renata Reis, especialista em patentes da ONG Abia (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids), a retaliação poderia ocorrer, por exemplo, em drogas protegidas pelas chamadas patentes pipeline, alvo de ação de inconstitucionalidade que aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal. Trata-se de um dispositivo da lei de patentes nacional, de 1996, que reconheceu patentes obtidas no exterior e sem análise de requisitos previstos no marco legal nacional, como novidade e atividade inventiva.

O medicamento contra a aids Kaletra, da Abbott, é um exemplo. Chega a custar US$ 1.000 por paciente/ano. O genérico, que só pode ser fabricado ou importado se a patente cair, sairia a US$ 240, diz a ONG. Já a droga Gleevec, contra leucemia, cujo custo pode chegar hoje a US$ 30 mil por paciente/ano cairia para o nível de US$ 1.600 por paciente/ano.

Outra possibilidade, aponta a especialista, é o licenciamento compulsório de determinadas drogas, já adotado pelo governo Lula em 2007 no caso de um remédio contra a aids, o Efavirenz. Há ainda uma série de casos em que a indústria farmacêutica briga na Justiça para estender patentes, caso da que protege a droga Viagra, da Pfizer, contra disfunção erétil. A patente vence neste ano, mas a empresa tenta estendê-la até 2011 por via judicial, o que inviabiliza investimentos do setor de genéricos.

"Seria muito interessante que o governo atacasse o setor de remédios para ampliar acesso", diz Renata. "No Brasil, estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas não têm acesso a medicamentos e 51,7% dos brasileiros abandonam o tratamento médico por falta de dinheiro para comprar as drogas."
Jorge Beloqui, especialista em acesso a medicamentos do Grupo de Incentivo à Vida, ressalva, porém, que o País já fez outras ameaças ao setor farmacêutico para garantir redução de preços de drogas e não tiveram resultado. Atualmente, porém, o Ministério da Justiça e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) vinham revisando pedidos judiciais de extensão de patentes.

"O governo tem todo o direito de retaliar, mas os remédios não são alvo da disputa. Quebrar patentes não trará benefícios financeiros e sim uma insegurança enorme para investidores", afirmou Jorge Raimundo, presidente do conselho consultivo da Interfarma. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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19 de Abril - Hemocentro Marília