quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Coma bolo, sem culpa!

Jovem que morreu de câncer deixa reflexão sobre como aproveitar a vida. A australiana Holly Butcher, de apenas 27 anos, morreu poucos dias após a virada do ano e sua mensagem já foi compartilhada mais de 82 mil vezes

A carta de despedida escrita por uma mulher com câncer em estado terminal está viralizando na internet. A australiana Holly Butcher, de apenas 27 anos, morreu poucos dias após a virada do ano, e a mensagem que ela escreveu com sugestões para que as pessoas vivam a vida de um jeito diferente já foi compartilhada mais de 82 mil vezes.

Holly foi vítima do sarcoma de Ewing, câncer que atinge os ossos de pessoas normalmente jovens e provoca dores e inchaços localizados.

Embora tenha sido escrita há muito tempo, a longa carta só foi publicada após sua morte. Holly sugere que as pessoas parem de se preocupar tanto e que vivam a vida de um jeito mais leve e mais presente. “Perceba como o céu é azul e as árvores são verdes. Pense o quão é sortudo de poder apenas respirar”. “Acorde cedo e escute os pássaros cantarem enquanto você observa as cores do nascer do sol”.

Sobre o dia a dia das pessoas, ela questiona as reclamações. “Escuto pessoas reclamando sobre o trabalho e as dificuldades em praticar exercícios. Seja grato à sua capacidade física de trabalhar e se exercitar. São atividades que parecem triviais, até que seu corpo já não te permite fazê-las”.

Holly também fala sobre o respeito às outras pessoas. “Valorize o tempo do outros. Não os deixe esperando só porque você não consegue ser pontual. Fique pronto o mais rápido possível se você é uma das pessoas prediletas de quem vai encontrar. Aprecie o fato de que os amigos querem compartilhar o tempo deles com você”.

“Eu tenho 27 anos, e não quero ir embora. Amo minha vida e sou feliz, e devo isso às pessoas que amo. Mas o controle está fora das minhas mãos”.

Por fim, Holly sintetiza: “Escute músicas. Realmente escute, pois músicas são terapêuticas. Converse com seus amigos e deixe o telefone de lado. Viaje se esse é seu desejo, não viaje se você não quiser. Trabalhe para viver, mas não viva para trabalhar. Sinceramente, faça o que te faça feliz. E coma bolo, sem culpa.”


Fonte: Exame

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A IMPORTÂNCIA DE DOAR MEDULA ÓSSEA


Sexta-feira (06/10) é considerado o Dia Nacional do Doador de Medula Óssea.O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue. Consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais da medula óssea.
O procedimento é indicado para tratamento de leucemias, linfomas, anemia plástica (quando a medula óssea deixa de produzir a quantidade adequada de sangue), anemias graves, imunodeficiências e muitas outras doenças.
A hematologista do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), Melissa Bozzi, destacou a importância do transplante e as dificuldades.“Uma das principais barreiras na realização do procedimento, que pode salvar muitas vidas, é a dificuldade na busca por doadores compatíveis. Estima-se que a chance de encontrar um doador compatível (não aparentado) seja de 1 para cada 100 mil pessoas”, disse.
O transplante de medula óssea pode ser autólogo, que consiste em transplantar células-tronco do próprio paciente em seu corpo, ou alogênico, quando o paciente recebe células de um doador. Quando uma pessoa necessita de transplante, a primeira opção é buscar um doador compatível na família. Nesses casos, as chances de compatibilidade são de aproximadamente 25%.
Para ser doador, é preciso ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado de saúde, não ter doenças infecciosas, câncer e nenhuma patologia do sistema imunológico.

Fonte: ESHOJE

domingo, 17 de setembro de 2017

Marcelo Rezende falece deixando saudades, coragem e alternativas na luta contra o câncer



Marcelo Rezende foi um repórter investigativo de raro talento e um apresentador polêmico que não tinha medo de expor suas opiniões.  Com mais de 40 de carreira, Rezende deixa um grande legado ao jornalismo brasileiro, trabalhar com coragem! Sua trajetória foi sempre guiada pela coragem em tocar em feridas sociais.

O apresentador estava afastado do trabalho (Cidade Alerta) desde maio / 2017, quando descobriu um câncer no pâncreas e no fígado. Uma semana depois, Marcelo tornou esta noticia publica e decidiu não voltar ao tratamento quimioterápico o qual tinha completado apenas o primeiro ciclo para dar sequencia ao tratamento alternativo, com base na mudança de alimentação e força espiritual.

"Estou indo para o que eu chamo de 'Farmácia de Deus', um local onde estou sendo acolhido, cuidado e, mais do que isso, caminhando no sentido da cura"

Médicos recomendam que a dieta e o fortalecimento espiritual aliados ao tratamento quimioterápico é a melhor solução para o paciente.Apesar de seus efeitos colaterais a quimioterapia e radioterapia ainda são considerados métodos eficazes no combate a células cancerígenas.

Antes de qualquer atitude, consulte seu medico e explore alternativas de bem-estar!

Fonte:
https://goo.gl/qmw73K
https://goo.gl/WUmmaH

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Celulas Designer? Já ouviu falar?


A chamada Design immune cells são células provenientes de um doador que foram alteradas e especializadas para caçar e eliminar estruturas cancerosas resistentes a medicamentos.





Desenvolvida por médicos do Great Ormond Street Hospital (Gosh) e por pesquisadores da University College London (UCL), a terapia tem potencial para tratar o câncer.

As medicações convencionais muitas vezes não são capazes de alcançar as células doentes, que se esquivam das drogas e do sistema imunológico. Utilizando a terapia de edição genética, é possível reprogramar as células de defesa para fazê-las encontrar e aniquilar tumores.

No entanto, a abordagem pode não funcionar em pacientes submetidos a muitas sessões de quimioterapia por não terem células suficientemente saudáveis para a manipulação genética. Sendo assim, torna-se necessário o uso de células de doadores compatíveis.



TRATAMENTO REVOLUCIONARIO

A menina Layla Richards, de apenas um ano, passou por quimioterapia e transplante de medula para tratar um tipo de leucemia agressivo e classificado como incurável. Sem obter sucesso, os pais de Layla autorizaram que a filha se submetesse a um tratamento experimental que, até então, só havia sido testado em camundongos.




Depois de modificadas, as células foram então injetadas em Layla, que também precisou passar por um segundo transplante de medula para restaurar seu sistema imunológico. Após o procedimento, a saúde da menina melhorou rapidamente. Layla não apenas está viva como não tem traços de leucemia em seu corpo.


Fonte: GOSH

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Rodrido Machado participa da Olimpiada dos Transplantados na Espanha e traz medalhas para o Brasil





Os Jogos Mundiais dos Transplantado existe desde 1978 e completa este ano sua 21 edição. Com o intuito de promover a conscientização e o sucesso do transplante de órgãos, o evento recebeu mais de 2 mil atletas tansplantados de 60 paises. Este ano o campeonato aconteceu em  Málaga na Espanha de 25 de junho a 2 de julho.
Rodrigo Machado, (44) bancário e nadador, teve leucemia e foi transplantado há 04 anos, acredita que o sucesso dessa luta parte de 3 pilares essências, a Fé (independente de qual a  crença) a boa alimentação e a pratica de atividades físicas.




Ainda em tratamento, Rodrigo voltou para piscina depois oito anos longe dela. Liberado pela médica hematologista desde abril para praticar atividades físicas, o bancário decidiu que se inscreveria na olimpíada e voltaria a treinar natação, esporte que se dedicou entre os 13 e 18 anos. Com apenas oito semanas para o início dos jogos, Rodrigo assumiu uma rotina de preparação. Exercícios diários, alimentação equilibrada e muita dedicação para uma boa competição.

Como recompensa, vieram cinco medalhas: ouro nos 200 medley (atual recordista mundial) e 100 metros livre, além de prata nos 50 e 100 metros costas e 200 metros livre. Atualmente, o atleta passa por tratamentos e espera que os jogos tenham cada vez mais a adesão de transplantados. “Se tem algo grave, pense positivo e siga as orientações. Há perspectiva de cura e de vida”, sugere



Fonte:
Diário do Grande ABC https://goo.gl/88Uqze

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

HEMOMINAS - Cadastro para doação de medula no colégio Potência dia 13/08/2016

Equipe do Hemominas rumo a Conselheiro Lafaiete para cadastro



Uma equipe do Hemominas da cidade de São João del-Rei estará na cidade, no próximo dia 13 de agosto, para coleta externa de doação de medula óssea. A coleta será realizada no Colégio Potência, a partir das 8h.
A campanha é para ajudar João Pedro Henriques de Assis de 7 anos (Foto) e outras pessoas que também precisam de um doador. João Pedro é um exemplo de fé e superação, sua história de vida comove a todos.
A criança luta contra o câncer desde os dois anos de idade, segundo sua mãe, Andreia Henriques Damião de 28 anos, e espera ansioso por um doador. "Estamos muito esperançosos, e com fé em Deus, tudo dará certo.






O cadastro é simples, basta se dirigir até um hemocentro com seus documentos pessoais e dizer que quer ser um doador de medula óssea. Serão colhidos 5 ml de sangue. A pessoa preencherá uma ficha com os dados cadastrais.
Dados do doador serão cruzados com todos os pacientes cadastrados . A chance é de uma pessoa ser compatível com um paciente a cada 100.000 mil cadastrados. Ou seja, quantos mais pessoas se conscientizarem ao cadastro, mais chances os portadores da doença tem de serem curados.", explica Andreia.
No dia da coleta serão distribuídas 200 fichas para novos cadastros. O equipe estará na cidade até as 17h. Maiores informações podem ser obtidas pelos telefones (31) 9 9860-3006 (Claro) e 9 8670-7396 (Vivo).


Saiba mais sobre DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA e como se cadastrar!

RJ - Paciente com leucemia passa uam semana sentado a espera de um leito, vagas reservados para a Olimpíadas

 Um paciente passou o sétimo dia consecutivo sentado em uma cadeira da emergência do Hospital Geral de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, uma das unidades federais que disponibilizaram 135 leitos de retaguarda para liberar vagas nas unidades da rede municipal durante a Olimpíada. Portador de leucemia, o motorista Gilberto Brandão, de 53 anos, precisa ser internado para tratar de uma infecção, porém sofre com a falta de um quarto. A denúncia foi recebida pelo Whatsapp do EXTRA (2199633-1263).




Gilberto deu entrada na unidade de saúde na segunda-feira da semana passada. Com a medicação pendurada nas mãos, o paciente ainda não tem uma previsão de quando terá um lugar vago. Enquanto isso, vai passar mais uma noite sem ter onde se deitar, em meio a pelo menos dez outros doentes na mesma situação.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

FOB - A odontologia aliada no tratamento do câncer



Por Patrícia Kerges, mestranda em Estomatologia pela FOB-USP

Atualmente o câncer de boca é considerado um problema de saúde pública. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para 2014 eram esperados 15290 novos casos de câncer de boca e orofaringe no Brasil, dos quais 11289 em homens e 4010 em mulheres.

O principal fator de risco continua sendo o tabaco que aliado ao álcool tornam-se mais potentes nessa função. Porém novos hábitos e costumes da população tornou também o HPV como um fator de risco considerável, assim como aqueles já conhecidos, como histórico familiar, má alimentação, inflamação crônica da laringe devido à refluxo esofágico, exposição a produtos químicos, fuligem ou poeira de carvão e etc. 

Os tratamentos de diversos cânceres têm se tornado complexos, em especial os que envolvem áreas de cabeça e pescoço, isso porque dependem de uma demanda multidisciplinar de profissionais que envolvem desde médicos, patologistas, nutricionistas, fisioterapeutas, odontólogos, fonoaudiólogos e até psicólogos, trabalhando em conjunto desde o plano de tratamento até o acompanhamento final desses pacientes. 

A chave para um bom prognóstico é sem dúvida o diagnóstico precoce, ou seja, quanto antes detectada a doença maior a chance de cura. Em fases iniciais o tratamento é feito por radioterapia e/ou cirurgia. Em fases avançadas da doença é necessário lançar mão de mais recursos como cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Já em casos de recorrência ou metástases a abordagem é a quimioterapia sistêmica.

Sabe-se que toda essa terapêutica (quimioterápica e radioterápica) agem de forma agressiva afetando não só células cancerígenas com também células saudáveis. Entre essas células estão as responsáveis pelas ações no trato digestivo, no sangue e as células que promovem o crescimento do cabelo, por isso reações como queda de cabelo, feridas na boca (mucosite), náusea, dores e vomito são comuns.

Com base na literatura e na realidade vivida hoje por esses pacientes, a Clínica Multidisciplinar da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) deu início às suas atividades em Março de 2013, com o foco no atendimento de pacientes oncológicos e transplantados. Seu principal objetivo é a pesquisa e extensão, atuando de forma aditiva, para que esses pacientes tenham uma melhor qualidade de vida durante todo esse processo. 


A equipe da Clínica Multidisciplinar conta com 4 docentes da FOB-USP, 2 Cirurgiões, Dentistas, 4 Fonoaudiólogos, 1 Nutricionista e 1 Fisioterapeuta, além de alunos da Pós-Graduação sob a coordenação do Prof. Dr. Paulo Sérgio da Silva Santos. Dessa forma promovem atendimento multidisciplinar realizando procedimentos odontológicos em geral (endodontia, cirurgia, periodontia, prótese), acompanhamento nutricional, fonoaudiológico e com fisioterapeuta, sem custos à população. 

A laserterapia é realizada baseada na literatura como uma forma de prevenção e também alívio da mucosite bucal que é decorrente de alguns agentes quimioterápicos utilizados em alguns tratamentos de cânceres e pacientes transplantados de medula óssea.

Os pacientes atendidos nessa clínica vêm encaminhados de centros de referência como Hospital Amaral Carvalho de Bauru e Hospital Estadual de Bauru, porém centros da região têm também encaminhado seus pacientes para atendimento.

Portanto a Clínica Multidisciplinar possibilitou além do crescimento da pesquisa na área de pacientes oncológicos, de tal forma a promover maior conhecimento de pós graduandos e graduandos sobre o manejo desses pacientes, como também deu acesso aos pacientes oncológicos e transplantados a terapêuticas que antes eram inexistentes na região de Bauru.

Mais informações: (14) 3235-8667

Chance de achar doador compatível de medula óssea é 1 em cada 100 mil



Doar medula óssea é muito simples e pode ajudar a salvar uma vida. Apesar da facilidade de doação e cadastro, as chances de encontrar doador compatível ainda é pequena. Por isso, a importância de aumentar as doações.
O Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) completa nesta terça-feira (25), 500 transplantes de medula óssea. O paciente número 500 é um menino de cinco anos de idade, que vai fazer o transplante nesta terça em São Paulo.
Achar um doador de medula óssea compatível é difícil. Um em cada cem mil. Por isso, quanto mais pessoas se colocarem à disposição, mais fácil fica e fazer isso é tranquilo. A pessoa vai a um hemocentro para se cadastrar. O pessoal coleta o seu sangue, e se em algum momento for preciso, chama a pessoa para doar a medula. É muito importante manter o cadastro sempre atualizado.
“O cadastro é mundial, mas é muito importante que cada pais tenha em seu cadastro um numero cada vez maior de candidatos por questões hereditárias genéticas regionais. No Brasil temos uma miscigenação muito grande negros amarelos e brancos. Isso faz com que a característica genética da nossa população seja diferente da população mundial”, explica Carlei Heckert Godinho, coordenadora do Banco de Sangue do Hospital Geral de Guarulhos.
O Carlos Daniel Ferreira tem só cinco anos e fará o transplante nesta terça-feira. Quando tinha três, os pais descobriram que ele estava com leucemia.
O Carlos Daniel vai conseguir fazer um transplante de medula óssea graças a um doador que veio de Barcelona, na Espanha. No caso dele, a doação veio de um banco de cordão umbilical, que é mais usado em crianças.
“A busca foi feita pelo Redome e Rereme, nacional e internacional. Como ele é criança pequena foi encontrado um cordão compatível com uma célula de boa, e que é o que vai dar melhor chance de cura e melhor qualidade de vida para ele a longo prazo”, explica o médico Victor Zecchin, coordenador de transplante de medula óssea do GRAAC.
Daqui a mais ou menos um mês, vai ser possível saber se o transplante do Carlos Daniel deu certo e se tudo correr bem, vai ser o melhor presente de aniversário que ele poderia ganhar. O Carlinhos faz seis anos no dia 7 de setembro.
“Uma vida diferente se Deus quiser vai ser tudo normal. Poder ver ele brincar, a maioria do tempo passa no hospital. Mais do que ele já é”, fala a mãe de Carlos, Rayanne Ferreira.
Fonte Jornal Hoje

Campanha para doação de medula óssea têm apoio de artistas no ES


Artistas e lutadores participaram da campanha que tomou as redes socias em apoio ao capixaba Homero de Castro que espera por um transplante de medula óssea na Serra, região da Grande Vitória, no Espírito Santo.

Homero de Castro têm 34 anos, é analista de sistemas e luta contra o câncer de medula óssea. Segundo o irmão dele, Marcelo de Castro, o analista tem um tipo de câncer raro. Ele ainda não encontrou um doador.

"O ideal é achar alguém 100% compatível", contou Marcelo que fez o teste, mas apresentou 80% de compatibilidade com o irmão, o que significa um risco de rejeição muito grande.

Para incentivar o cadastro, cantores como Tuca Fernandes e  Michel Teló e atletas como Anderson Varejão, Popó e Erick Silva enviaram vídeos com a #TamoJuntoHomero.

"Queria pedir para a galera fazer o cadastro no banco de medula. Eu já fiz o meu, faça o seu também", disse o sertanejo Michel Teló em vídeo. O lutador capixaba Érick Silva reforçou o pedido: "A gente precisa ajudar realmente quem tá precisando".

No Espírito Santo são 10 mil doadores cadastrados, mas esse número ainda é pequeno. Quanto maior o número de pessoas registradas no cadastro, maiores são as chances de se encontrar alguém compatível com os pacientes.

O próprio Homero gravou um vídeo no hospital, chamando as pessoas para se registrarem no Cadastro Nacional de Medula Óssea. "Façam o cadastro. A minha vida e a de muitas pessoas dependem de vocês", destacou o paciente.

Os interessados em serem doadores devem procurar o hemocentro mais próximo. No estado são cinco pontos de cadastro: São Mateus, Linhares, Cachoeiro de Itapemirim, Serra e Vitória. O doador preenche um cadastro e é recolhida uma amostra de sangue.

As amostras são enviadas para análise e ficam registradas em um banco nacional de doadores. "A identidade genética de quem está precisando e quem está doando vai se comunicar e dizer se é ou não compatível", explica Rosemary Erlacher, Coordenadora da Central de Transplantes.

A coordenadora ainda conta que os transplantes não são feitos no Espírito Santo, é necessário realizar o procedimento em outros estados da federação.

"Se o paciente não puder ir por meios próprios ele pode procurar as superintendências regionais e dar entrada em um requerimento solicitando que o estado arque com suas despesas de passagem e estadia neste local onde ele está fazendo o tratamento", explica Rosemary.

Márcio Pereira é doador de medula, e destaca a importância de ajudar o próximo: "Temos que fazer o bem, sem olhar a quem".

Para o pessoal do ES seguem alguns pontos de cadastro!

Cadastro pode ser realizado em unidades do Hemoes
O cadastro de doador de medula óssea pode ser realizado por qualquer pessoa entre 18 e 55 anos que esteja com boa saúde. O cadastro pode ser feito em qualquer unidade do Hemoes.

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes)
Tel. 3636-7900/7920/7921- Avenida Marechal Campos, 1.468, Maruípe, Vitória. Funciona de segunda-feira a sábado, das 07 às 17h30.

Unidade de Coleta a Distância da Serra
Tel. 3338-7880/3338-7373. Avenida Eudes Scherrer Souza, s/n (anexo ao Hospital Estadual Dório Silva). Funciona de segunda-feira a sexta-feira das 7 às 12h30.

Hemocentro de Linhares
Tel. (27) 3171-4361/4363/4362 - Avenida João Felipe Calmon, 1.305, Centro (ao lado do Hospital Rio Doce). Funciona de segunda a sexta-feira, das 07 às 12h30.

Hemocentro Regional de Colatina
Tel. (27) 3177-7930 - Rua Cassiano Castelo, s/n, Centro. Funciona de segunda a sexta-feira, das 07 às 12h30.

Hemocentro Regional de São Mateus
Tel. (27) 3767-4135 - Rodovia Otovarino Duarte Santos, Km 02, Parque Washington. Funciona de segunda a sexta-feira, das 07 às 12h30.

Paciente de 21 anos com leucemia faz apelo por mais doadores


Em meio ao tratamento de quimioterapia para curar a leucemia, a jovem Perla Beatriz Rivas, de 21 anos, ainda não sabe se vai precisar de um transplante de medula óssea para curar o câncer que surgiu há um ano, mas conhece a importância da doação e entende que o gesto salva vidas. “Quando eu me curar, vou ser doadora de medula, de órgãos, de tudo”, garante.
O apelo de Perla é necessário por causa da complexidade da doença. Quando um paciente que tem leucemia não consegue a cura com quimioterapia e radioterapia, o transplante de medula óssea se torna necessário. E quando não existe um doador aparentado (um irmão, pais ou parentes próximos), o jeito é procurar doador compatível no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Segundo a coordenadora de transplantes de Mato Grosso do Sul, Claire Miozzo, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), “o processo do transplante consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de medula saudável”.
Cerca de 1,5 mil brasileiros aguardam na fila para fazer esse procedimento, uma vez que a espera para o transplante é nacional. Conforme o Redome, 70 centros para transplantes de medula óssea estão espalhados em todo o País. Apesar de nenhum deles estar instalado em Mato Grosso do Sul, o cadastro de doadores nas cidades aqui do Estado é importante para aumentar a lista de aproximadamente 130 mil possíveis doadores em todo o Brasil.
“Nós não realizamos transplante de medula óssea no nosso Estado, portanto os pacientes que precisam desse procedimento vão para outros estados por meio do Tratamento Fora do Domicílio. As despesas são pagas pelo SUS. Se o doador for de Mato Grosso do Sul, ele vai até onde estiver o receptor, também com tudo pago pelo SUS”, explica Claire.
Para se cadastrar como doador de medula óssea e ajudar pacientes com leucemia é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade de ter boa saúde. A pessoa deve procurar o hemocentro (em Campo Grande o Hemosul fica na Avenida Fernando Côrrea da Costa, 1304) para passar por uma entrevista e a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Depois disso, os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada.
Perla, que conhece outros pacientes com leucemia, tem o discurso pronto. “Temos que ajudar o próximo e nos conscientizar mais. Todo mundo passa por dificuldades e a gente nunca sabe o dia de amanhã. Eu mesma nunca pensei em ter leucemia e passar pelos problemas que passei”, disse ela, que era doadora de sangue antes de descobrir a doença.
A jovem, que trabalhava e estudava Engenharia Civil, teve os sonhos adiados para seguir o tratamento. Mas a crença na cura a fez alimentar um novo sonho, o de ajudar novas pessoas.
(fonte: idest.com.br) 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Longe - Arnaldo Antunes



Onde é que eu fui parar?
Aonde é esse aqui?
Não dá mais pra voltar
Por que eu fiquei tão longe?
Longe...

Onde é esse lugar?
Aonde está você?
Não pega celular
E a terra está tão longe
Longe...

Não passa um carro sequer
Todo comércio fechou
Não tem satélite algum transmitindo
notícias de onde eu estou

Nenhum email chegou
Nem o correio virá
E eu entre quatro paredes sem porta
ou janela pro tempo passar

Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado
no vácuo de um quarto no espaço sem fim



Aonde está você?
Por que é que você foi?
Não quero te esquecer
Mas já fiquei tão longe
Longe...

Não dá mais pra voltar
E eu nem me despedi
Onde é que eu vim parar?
Por que eu fiquei tão longe?
Longe, longe, longe, longe
Longe, longe, longe

Seis, cinco, quatro, três, dois, um.

Clip Oficial:


Com leucemia, garoto de 5 anos procura doador compatível de medula óssea




No quarto de Lucas Alexandre, 5 anos, os planetas estão ao alcance das mãos e dos olhos. Ali, não é preciso telescópio para admirar Vênus, Netuno ou Saturno. As estrelas também estão sempre por perto. Como quase toda criança da idade dele, o menino adora as brincadeiras no computador. O desenho preferido é o da Peppa. E, na hora de matar a fome, nada melhor do que farofa de ovos, bife e macarrão. Mas, diferentemente das outras crianças, Lucas Alexandre não desce para brincar no pilotis com outras crianças e está afastado da escola. Os almoços e os passeios no shopping também estão temporariamente suspensos. Restrições imprescindíveis para que ele siga com o tratamento contra a leucemia. Há cerca de dois meses, o garoto entrou na fila de transplante de medula óssea, única chance de ele voltar a ter uma vida saudável.

A descoberta da doença foi há cerca de 2 anos, quando a mãe percebeu manchas roxas pelo corpo, acompanhadas de febre. Na emergência, o médico pediu um exame de sangue. O resultado revelou que as plaquetas de Lucas Alexandre estavam muito baixas: 24 mil, quando o normal é acima de 140 mil. A taxa de leucócitos, normalmente, fica em até 10 mil. Mas a dele estava em 45 mil. “No mesmo dia, ele foi para a UTI porque não tinha defesa imunológica nenhuma e corria sério risco de hemorragia. O diagnóstico foi confirmado após a biópsia da medula óssea. Ele tem leucemia linfoide aguda (LLA), a mais comum em crianças e a que apresenta chance de 70% a 80% de cura (em criança) só com quimioterapia”, conta a mãe do menino, a professora Fabíola Gomes, 37 anos.

As sessões de quimioterapia terminaram em novembro do ano passado, e a família estava confiante na recuperação de Lucas Alexandre. Ele voltou a ter uma vida normal: passou a frequentar festinhas, almoçava em restaurantes e até foi para a escola. Mas, em maio, em uma consulta de rotina, o médico percebeu que um testículo estava menor que o outro. “Ele teve uma recaída. Os exames mostraram que as células cancerígenas estavam novamente na medula, além de se alojarem no testículo. Foi um choque pra toda a família”, relembra a mãe.

Cristiane e o marido, o servidor público Ricardo Alexandre Pinheiro de Oliveira, 40, partiram para São Paulo e ouviram dos médicos que a indicação para Lucas era o transplante de medula óssea. Isso porque ele teve uma recaída precoce e combinada (medula e testículos). Lucas Alexandre voltou a fazer os ciclos de quimioterapia e também está mais recluso. Não pode correr o risco de adoecer. Quando não restar nenhuma célula doente em seu organismo, ele estará pronto para se submeter ao transplante. Até lá, precisa encontrar um doador que seja 100% compatível. Em uma rede social, a família pede ajuda e divulga campanhas de outras pessoas na mesma situação.

Solidariedade
A chance de encontrar um doador compatível é de uma em 100 mil (leia Para saber mais). Hoje, faz 93 dias que Michel Maruyama, 32, se submeteu a um transplante de medula. A história dele foi contata e acompanhada pelo Correio Braziliense. Ontem, a irmã de Michel, a publicitária Cristiane Maruyama, 31, estava em Curitiba para visitá-lo. “Ele ainda está no período de isolamento, que dura 100 dias. As visitas são restritas. Ele só se alimenta de comida fresca e preparada em casa. Toda semana tem consulta médica. E os exames apontam que 100% do sangue que corre em suas veias tem o DNA do doador. “Isso revela que o transplante foi um sucesso”, comemora Cristiane.

Com o olhar de quem enfrentou tudo ao lado do irmão e agradece o sucesso do transplante graças a um anônimo que se dispôs a doar a medula, Cristiane agradece: “Quando se descobre que a vida da pessoa que você ama depende de um transplante, é um baque. Quando se descobre que, na família, não há nenhum doador compatível é muito difícil. Uma das coisas mais bonitas nisso tudo, além da força do Michel, foi perceber que as pessoas são capazes desse ato de solidariedade. Isso faz você recuperar a fé na humanidade”.

Michel e a família não sabem quem salvou a vida dele. Isso porque o cadastro mantém sigilo tanto de quem doa quanto de quem recebe. Se daqui a 2 anos as duas partes concordarem, eles poderão se encontrar. “Só espero um dia conhecer essa pessoa e poder agradecer”, completa Cristiane.

Quanto mais rápido Lucas Alexandre conseguir um doador compatível, maiores são as chances de recuperação dele. E logo ele voltará a ter uma vida semelhante à de qualquer outra criança de 5 anos: repleta de festinhas, amigos da escola e joelhos ralados pelas brincadeiras nos parquinhos.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2015/07/12/interna_brasil,586122/com-leucemia-garoto-de-5-anos-procura-doador-compativel-de-medula-ossea.shtml

Faça uma boa ação e ganhe um disco de vinil em SP


Por: Camila Juliotti
portalweb@diariosp.com.br
Mesmo na era da tecnologia,  com a facilidade de acesso à música com os MP3 players, os aplicativos de música no celular e os downloads na internet, há quem não troque por nada o bom e velho disco de vinil. 
Para incentivar essa cultura, que nunca sai de moda, e comemorar o Dia Internacional do Rock – celebrado nesta segunda-feira –, o Casarão do Vinil lançou a campanha Casarão do Rock Solidário.
A ação incentiva a doação de agasalhos ou de 1 kg de alimento em troca de 2 LPs de brinde. Além disso, quem doar sangue ou medula óssea e levar o comprovante até o Casarão pode escolher  10 discos para levar pra casa. E olha que tem opções de sobra para todos os gostos: Adoniram Barbosa, Elvis Presley, Tim Maia e até discos de marchas alemãs.

“A gente já tinha feito essa ação no ano passado e repercutiu legal com a doação de sangue. Este ano também incluímos a doação de medula”, explica Silvio Piu, um dos organizadores do espaço. “A pessoa vem, doa uma blusa, vê um disco do Elvis e leva de presente para alguém. É um chamativo para a pessoa conhecer o local, ajudar quem precisa e ainda virar um cliente”, completa Piu.

A ideia da campanha partiu de Manoel Jorge Dias, proprietário do local, que abriga um acervo de cerca de 700 mil títulos, entre LPs compactos, de 78 rotações, de 10 e 12 polegadas e laserdiscs.
“Era inverno, estava muito frio, então ele pensou em unir o útil ao agradável: ajudar quem precisa e também incentivar a cultura do LP. Dizem que o vinil saiu de cena e está voltando agora. Para mim, ele sempre esteve aí”, opina Piu.
Além da campanha, o Casarão também traz de volta o Feirão 1 Milhão de LPs. “Fizemos no ano passado e agora as pessoas começaram a perguntar se não faríamos de novo. Então, voltamos. Você compra um disco por R$ 4,90 e leva um de brinde”, explica Piu.
tudo por um lp/ O analista de conteúdo Jorge Miguel de Almeida Jr., 32,  aproveitou o dia de folga para garimpar o melhor dos LPs no Casarão. 
“Fiquei sabendo da campanha, aproveitei que já estava na hora de doar sangue de novo, fui ao hospital hoje de manhã e já vim pra cá”, conta o analista, que ainda estava com o curativo do procedimento no braço.  “A iniciativa é muito legal. Além de ajudar o próximo, mantém essa história, essa cultura do LP. É uma corrente do bem”, elogia.

Leonardo Daniel Baldissera Souza,  17, já é cliente fiel da loja e tem até uma coleção de discos de rock. “Tenho uma banda de rock desde os 14 anos e sempre procuro discos de rock. Já tenho uns 20 em casa”, conta o músico, que ganhou o gosto pelo vinil por causa da mãe. “O dono da casa que ela trabalhava tinha um aparelho e alguns discos e não quis mais. Aí ela pegou e me deu”, lembra-se.
Por causa do sucesso da campanha, que duraria apenas até a segunda-feira, ela foi estendida até o fim deste mês. Há tempo suficiente de se programar e garantir seu disco.
MAIS:
Comemoração com muitos presentes
Além dos brindes para as doações, há outras promoções para os clientes que visitarem o Casarão. Aqueles que forem ao local apenas para conhecer vão ganhar sete gravuras do artista Jean-Baptiste Debret. Quem decidir levar um LP de R$ 9,90, vai ganhar outro. Caso a escolha seja por um disco de R$ 29,90 a pessoa vai levar para casa mais dois de brinde. E aqueles que escolherem um LP de R$ 49,90 vão ganhar mais três.
15.000 
é o total de discos disponíveis para os brindes
Espaço antigo cria ambiente vintage
O Casarão do Vinil foi aberto em setembro do ano passado e está instalado em uma casa da década de 1940 na Mooca, Zona Leste da cidade.
SERVIÇO:
Casarão do Vinil
Rua dos Trilhos, 1212, Mooca, Zona Leste, São Paulo. Diariamente, das 9h às 18h. Tel.: (11) 2645-2808
Feirão 1 Milhão de LPs
Rua do Oratório, 273, Mooca, Zona Leste, São Paulo. Diariamente, das 9h às 18h. Tel.: (11) 2737-0755 

Fonte: http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/84117/faca-uma-boa-acao-e-ganhe-um-disco-de-vinil-em-sp

"PR-104" Novo medicamento para leucemia aguda infantil


Cientistas australianos descobriram um novo fármaco que abre a porta ao tratamento de um tipo de leucemia muito agressivo que se manifesta nas crianças, informaram hoje fontes acadêmicas.

Este medicamento, batizado de 'PR-104', foi eficaz contra a leucemia linfoblástica aguda T, ou T-LLA, nos testes realizados em laboratório, segundo um comunicado da Universidade de Nova Gales do Sul.


A leucemia linfoblástica aguda é o cancro mais comum em crianças, sendo que 15% dos casos são do subtipo mais agressivo, conhecido como T-LLA, aquele que menos responde aos tratamentos e tende a causar recaídas.
Richard Lock e Donya Moradi Manesh, investigadores do Instituto do Cancro Infantil, da Universidade de Nova Gales do Sul, têm liderado os testes com o 'PR-104', depois de já terem sido testados cerca de 70 fármacos nos últimos dez anos.
"Acreditamos que o 'PR-104' pode ser eficaz para os pacientes que inicialmente beneficiaram de tratamentos convencionais contra a T-LLA e que posteriormente sofreram recaídas", comentou Lock.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/mundo/419036/descoberto-farmaco-contra-a-leucemia-linfoblastica-aguda

sábado, 27 de junho de 2015

Autocuidado e Autoestima, vai encarar?


Atitudes simples mantêm o equilíbrio e garantem o bem-estar

Sabe quando você acorda, olha no espelho e se sente bem e feliz? Esta é, sem dúvida, uma ótima forma de começar o dia. Mas, como nem sempre você levanta com essa disposição toda, é necessário se enxergar melhor, lembrar sempre de suas qualidades e cuidar de si para melhorá-las. Aí entra o autocuidado. Não é difícil identificar que em algum momento do dia o utilizamos. Aquele banho gostoso, o cuidado com o cabelo e com a pele, a roupa bonita para vestir, etc.

Embora pareçam atitudes que fazemos para os outros, são também momentos dedicados a nós mesmos em um mundo no qual o tempo para si anda cada vez mais curto. Atitudes como essas já mostram que você se preocupa com seu bem-estar, segundo a psicóloga Doralice Lima, de São Paulo. "O amor próprio é uma peça importante no processo de aumento da autoestima", diz a profissional. 

Conhece-te a ti mesmo

O autocuidado vai muito além da atenção aos detalhes do corpo. Saber mais sobre si mesmo é importante para cuidar de si mesmo. "Conhecer os próprios limites, capacidades e necessidades, ou popularmente, saber o tamanho das próprias pernas, é a medida justa para o bom funcionamento dessa máquina fantástica que é o seu ser humano e o seu corpo. E uma máquina, para estar bem azeitada, pressupõe conhecermos bem o seu funcionamento", pondera a psicanalista Joana de Vilhena Novaes, pós-doutora em Psicologia Social (UERJ) e coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social (LIPIS) da PUC-RJ. Por isso, questionar-se sobre o que te motiva, por quanto tempo você consegue ficar sem descanso e se você está feliz também é uma forma de se cuidar. 

Processo de construção

A autoestima não é construída só com o que pensamos sobre nós. "Costumamos muito valorizar a opinião alheia. Um elogio ou uma crítica tem um efeito muito grande, para o bem ou para o mal, na maneira como nos enxergamos", pondera a especialista. Segundo a psicóloga, este é um território minado de pequenas armadilhas, onde uma crítica num momento de fragilidade pode ser como uma bomba com um resultado devastador. 

Basicamente o erro está em se basear no que os outros dizem e usar isso como bússola para seu astral, esquecendo do amor próprio. "Quem faz isso deixa de enxergar suas qualidades e passar a viver apenas em função de agradar ou não decepcionar os outros, na espera de algo equivalente ao afago que o cachorro recebe ao balançar o rabo", diz. Deixar de ser quem é para se moldar como alguém que a sociedade deseja que você seja é negar suas peculiaridades, sua possibilidade de ser único. 

Atenção aos obstáculos

Ser aceito pelo meio social é importante, afinal a rejeição também prejudica a autoestima. Como contrabalancear isso, agradar a si e aos outros? O psicólogo Viktor Frankl defende que atender apenas à expectativa alheia atrapalha e frustra a construção de uma personalidade sólida e estável. Já quem faz o oposto, ou seja, não dá a mínima para o pensamento coletivo, fazendo apenas o que acha certo, tende a se isolar e até criar um comportamento psicótico. Portanto, equilíbrio é a palavra-chave. 

Doralice endossa a tese do especialista. De acordo com a psicóloga, o primeiro passo é ser cuidadoso consigo mesmo. Preparar a comida que você gosta, tomar banhos relaxantes, usar roupas confortáveis, se olhar no espelho e pensar nas qualidades que possui. "Dê uma volta no parque ou na praia e esvazie a cabeça dos problemas pelo menos por alguns instantes", recomenda a especialista. 

Fonte: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/12865-entenda-a-relacao-entre-autocuidado-e-autoestima

Sucesso TOTAL

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19 de Abril - Hemocentro Marília